InforCEF - jornal escolar do Centro de Estudos de Fátima -
nº 39, Dezembro de 2003
A Escola destes tempos de... P
Nesse sentido, o ensino deve claramente privilegiar a diferença, personalizando e valorizando a originalidade, o espírito de iniciativa e o esforço de todos. No fundo, seria bom não esquecermos que a riqueza das relações humanas resulta em grande medida da diversidade interactiva das situações mais diversas deste mundo multi/intercultural.
Na nossa Escola, continuamos a cimentar iniciativas que visam responder a toda esta riqueza da multiculturalidade, com projectos que vão germinando e dando forma a projectos de vida das nossas crianças e jovens.
De uma forma breve e bastante resumida, vimos dar conta de mais algumas iniciativas, como sejam: "Magia do Conhecimento" – desafio lançado a todas as turmas do 5º ao 8º ano, onde se vão explorar de uma forma lúdica e competitiva, os conhecimentos de Matemática e Português. No fundo, o conhecimento não tem de percorrer caminhos tão tortuosos como por vezes se pensa, pelo que se irá realizar um pequeno concurso que tenderá a abarcar conteúdos programáticos das ditas disciplinas, que serão motivo de alegria e entusiasmo na procura das respostas. O Gabinete de Psicologia e Orientação cá estará para que este grande desafio seja levado a bom porto, com a colaboração de todos, desde os Professores, Alunos, Coordenação de Ciclo, Coordenação de Ano e Direcção.
Uma referência à continuidade do trabalho valioso e empenhado de todos os que contribuem para que os currículos alternativos sejam uma marca que destaca o Centro de Estudos de Fátima no tecido formativo em termos locais e mesmo a nível nacional. Como um dos participantes neste projecto, importa realçar os testemunhos de ex-alunos, dando conta da sua felicidade por terem alguém que um dia os ajudou a encontrar uma alternativa, quando o seu caminho em termos formativos parecia ter chegado ao fim. Bem hajam (dizem eles).
Este ano lectivo iremos alargar a Orientação Escolar e Vocacional a anos anteriores ao 9º ano, pelo que o sentido da escola estará sempre presente nas diversas sessões, independentemente dos anos, bem como a relação da escola com o mundo laboral. No ensino secundário, teremos também uma abordagem mais específica para com a continuidade do percurso formativo, nomeadamente no que diz respeito ao conhecimento do ensino superior e sua oferta educativa, com a realização de uma Feira de Orientação, onde serão convidadas várias instituições do Ensino Superior.
Vamos todos em conjunto contribuir para a construção desse tal Mundo em constante mudança , mas de uma forma esclarecida e participada, prestando um serviço de responsabilidade cada vez mais acrescida.
Fernando Ferreira
Uma
Escola Saudável e Solidária é um projecto a construir com e para o 5º ano de escolaridade, a partir do presente ano lectivo.Os objectivos gerais deste projecto são:
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Levar à consciencialização progressiva dos alunos de que a saúde é, em grande parte e cada vez mais, resultante dos comportamentos e dos estilos de vida adoptados;–
Despertar os alunos para um relacionamento interpessoal assente no respeito pelo outro enquanto pessoa, e no apoio e ajuda solidária.Do projecto constam os seguintes programas:
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Mediação pelos Pares, visando a resolução de conflitos através da mediação, considerada esta como processo de clarificação das diferenças entre dois contendores e, a partir daí, a resolução dos conflitos.–
Voluntários para o Sucesso, dando continuidade ao programa de apoio voluntário de professores.–
Projecto de investigação sobre Crenças, Comportamentos de Saúde e de Consumo.–
Envolvimento dos Pais, em continuidade do projecto de reuniões periódicas de formação para os pais.António Antunes Frazão
ndisciplina
O estudo realizado no ano lectivo de 2002/ 2003, com todas as turmas do 8º ano, que se debruçava sobre o tema da indisciplina na sala de aula já foi concluído. Neste pequeno espaço, deixamos as conclusões gerais de um estudo que teve como principal objectivo, descortinar alguns dos factores que contribuem para a emergência de alunos com comportamentos indisciplinados em contexto de sala de aula.
Os resultados referentes aos factores exteriores à escola como a relação parental e a disfunção familiar não nos permitiram encontrar diferenças significativas entre os alunos disciplinados e indisciplinados. Segundo o nosso estudo, não devemos equacionar os alunos indisciplinados como oriundos de famílias disfuncionais ou de pais mais autoritários e menos afectuosos.
Outras conclusões apontam para uma maior incidência dos comportamentos indisciplinados nos grupos do sexo masculino e dos alunos com insucesso escolar.
Relativamente à questão colocada a alunos e professores sobre as possíveis causas dos comportamentos indisciplinados, os primeiros apontam para questões relacionais, sendo que os segundos dão maior ênfase a questões relacionadas com os conteúdos programáticos.
Na opinião dos alunos sobre as competências que devem estar associadas aos professores, as competências relacionais (manter boa relação com os alunos, saber dialogar) são as que mais contribuem para o bom comportamento na sala de aula.
Para concluir, fica um dado curioso, que embora possa ser apreciado apenas como uma possibilidade, traduz o seguinte: a uma boa relação pedagógica e ao interesse pela matéria corresponde um bom comportamento da turma; pelo contrário, a uma má relação pedagógica e ao desinteresse pela matéria associa-se um mau comportamento da turma.
António José Castanheira