Os buracos estão limpos
 

O ambiente que nos rodeia!


 

 

A m b i e n t e

 

Falar do ambiente é falar de algo muito importante nas nossas vidas. Hoje, o ambiente não é mais uma bandeira ou mania de uns tantos fundamentalistas exaltados, mas questão de primeira grandeza que interessa a todos porque dele depende uma significativa parte da qualidade das nossas vidas.

Qualidade que se traduz numa melhor saúde, num melhor ar que respiramos, numa melhor água que bebemos, em melhores espaços onde moramos e nos movimentamos.

Hoje, toda e qualquer acção do homem tem a ver com o ambiente e repercute-se nele mais directa ou indirectamente. E a qualidade de vida que almejamos para nós é já um desafio que nos é colocado pelos que vierem depois de nós e aos quais não podemos deixar um planeta onde não dê gosto viver, porque sujo, irrespirável, poluído, feio, barulhento. Por exemplo, o lixo e os automóveis são dois enormes desafios em termos ambientais. Produzimos lixo às toneladas e não sabemos como eliminá-lo (aterros? incineração? reciclagem?) e cada vez somos mais escravos do automóvel para nos deslocarmos até em viagens em que era aconselhável o transporte público ou que até poderíamos fazer a pé. Comodistas, preguiçosos, porcos, descuidados, consumistas... temos ainda muito que andar para adequarmos o discurso à prática. A começar pelas escolas e pelas nossas casas. Na escola prega-se o discurso da limpeza, da selecção dos lixos, da reciclagem e disponibilizam-se os meios, mas não se consegue assegurar as competências dos alunos. Também no CEF há exemplos desses...

Este número do INFORCEF tem um bom conjunto de textos sobre o ambiente, visto numa perspectiva mais geral, mas também fala de modo concreto sobre o ambiente da escola (CEF), da cidade na qual a escola está integrada (Fátima) e também das zonas envolventes da cidade (sobretudo Serra d’Aire). Fala-se da água - um bem cada vez mais escasso e de qualidade duvidosa - fala-se do ar que se respira, fala-se das pedreiras, fala-se dos incêndios, etc... Fala-se, porque acreditamos que é falando que se vai ajudando a criar uma consciência cívica e ambiental mais forte e apurada.

 Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice

 


 

ÁGUA E A VIDA

 “A água não tem fronteiras.

É um bem comum que impõe uma cooperação Internacional”

 

Esta citação em epígrafe é o Artigo XII da Carta Europeia da Água, proclamada pelo Conselho da Europa em Maio de 1968.

Texto elaborado por Anabela Santos, com recurso à pág. WEB WWW.MUNDODAAGUA.COM.

 

Quando me pediram para elaborar um pequeno texto sobre a água, confesso que não fazia ideia da quantidade de temas que poderia utilizar para escrever sobre aquela que é, sem dúvida alguma, a mais importante matéria existente no nosso planeta. Porque julgo não ser correcto deixar de fora alguns dos temas mais importantes sobre a água, procurei elaborar um texto no qual são abordadas diversas temáticas, de uma forma simples e resumida.

 

O QUE É A ÁGUA?

Antes de mais, o que é este líquido que dá vida a todo o nosso planeta?

A água é formada por dois átomos de hidrogénio (H2) e por um átomo de oxigénio (0), formando assim, a molécula H20. A água é imprescindível à vida. Sem água, nenhuma espécie vegetal ou animal sobrevive. O corpo humano é constituído por cerca de 70% de água, assim como a sua própria alimentação.

A água, nas suas diversas formas de concentração (oceanos, mares, polos, neve, lagos, rios, etc.), ocupa cerca de 2/3 da superfície da Terra, ascendendo o seu volume total a 1,42 biliões de km3. Do total, cerca de 95,1% é água salgada, distribuída pelos mares e oceanos, sendo a restante (4,9%) água doce, distribuída pelas zonas polares (congeladas) e pela água na forma líquida, disponível para uso do ser humano. Há mesmo quem defenda que o planeta Terra teve origem na própria água.

 

A ÁGUA E A VIDA HUMANA

Para nos apercebermos da importância da água na vida humana, basta dizer que ela está presente ainda antes do próprio nascimento, participando na protecção do embrião, e continuando a ajudar durante toda a vida na manutenção do nosso corpo (regulação da temperatura, funcionamento das glândulas, digestão, lubrificação das articulações, etc.). A água entra na constituição dos tecidos e serve de transportador das substâncias necessárias ao processo fisiológico. A água é condição sine qua non para todas as reacções químicas necessárias à vida. Como já sabemos, cerca de 2/3 do peso do ser humano é constituído por água. A simples perda de 10% de água pelo organismo provoca-lhe graves problemas, acabando por morrer quando esse valor ultrapassa valores entre os 20 e os 30%. São necessários ao ser humano, diariamente, entre 2 e 4 litros de água, a qual pode ser ingerida directamente ou através dos alimentos.

Para além da utilização na alimentação e na higiene pessoal, o ser humano serve-se da água para os mais variados fins, entre os quais a produção de diversos bens, dos quais se destaca a própria energia eléctrica, obtida em grande parte com recurso à utilização de barragens com aproveitamento hidro-eléctrico.

 

A FALTA DE ÁGUA NO MUNDO

Apesar da existência de uma quantidade tão grande de água, apenas 1% é doce, sendo esta necessária para a sobrevivência da maioria dos seres vivos. Apesar de parecer inesgotável, a água disponível para consumo humano não ultrapassa os 9.000 km3/ano. Se há países que possuem excelentes recursos hídricos, o mesmo já não acontece com outros que já sofrem há muito com a escassez desse recurso natural. A própria ONU tem vindo a alertar para o risco da falta de água a nível global, desde há pelo menos trinta anos a esta parte.

A carência de água tem várias causas, de entre as quais se destacam o aumento da população mundial, a existência de padrões de vida cada vez mais elevados e das maiores safras agrícolas.

As soluções mais utilizadas para ultrapassar esta carência de água doce têm sido a dessalinização

da água do mar e a exploração das águas fósseis localizadas a centenas de metros de profundidade. Se no primeiro caso o principal entrave são os elevados custos, no segundo o problema maior é o excesso de extracção de água, que impede a sua normal e muito lenta reposição pela natureza, provocando o afundamento dos solos. Toma-se por isso necessário encontrar soluções para a crise da água. A preservação do meio ambiente, no qual a água se engloba, é urgente e fundamental. Existem duas formas de ajudar no problema da falta de água: economizar e não poluir.

 Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice



Conselhos e...

Aqui ficam alguns conselhos para serem interiorizados por todos nós:

n Nunca deite qualquer tipo de lixo nos rios, lagoas, mar ou chão. Assim, não ajuda a poluir as águas (sabia que um simples filtro de um cigarro ou uma pastilha elástica demoram mais de 5 anos a decompor-se na água?);

nNão faça desportos náuticos motorizados; experimente a vela ou a canoagem;

nQuando vir uma torneira a verter, feche-a, mesmo que não seja em sua casa;

nNão desperdice a água, deixando a torneira a correr, quando toma banho ou lava os dentes;

nEnquanto escova os dentes não deixe a torneira aberta;

nNão lave o carro sempre que lhe apetece. Faça-o apenas quando for mesmo necessário;

nQuando lavar louça, tente primeiro ensaboar tudo e só depois abra a torneira.

... CURIOSIDADES

n … em média, uma pessoa bebe cerca de 60.000 litros de água durante toda sua vida;

n ... uma pessoa gasta, em média, cerca de 250 litros de água por dia;

n ... para fazer um quilo de pão, gastam-se, da plantação de trigo à padaria, mil litros de água;

n ... a maior parte da água doce (69,6%) encontra-se nos glaciares e no gelo;

n ... o ciclo da água já não é suficiente para purificar naturalmente a água que o homem polui;

n ... morrem actualmente, 10.000.000 de pessoas por ano (metade com menos de 18 anos) por causa de doenças que não existiriam caso a água fosse tratada

Anabela Santos

 Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

 

Pelas ruas de Fátima

Passeando, junto ao Fátima Shopping Center, deparámonos com as modificações ali realizadas.

Questionámo-nos então: Será que tais alterações trouxeram benefícios? Para obtermos resposta, fomos andando e ouvindo a opinião de comerciantes e moradores. Uns exclamavam: O trânsito diminuiu e as vendas também!... Outros interrogavam-se: Onde estacionar? Alguém questionou: Porque não construíram um parque subterrâneo?

De repente, vimos um carro que se aproximava do Café Apollo e questionámo-nos: Afinal, a calçada é para peões ou para carros? Constatámos que terá de ser para ambos, pois só assim o proprietário do Apollo entra na sua garagem. Então, os peões que se cuidem!... Será possível, pessoas e automóveis compartilharem o mesmo espaço? Terá alguém pensado nisto? Onde fica a segurança pedestre?

Voltando-nos para a antiga Praça Paulo VI, averiguámos que o único espaço verde do centro de Fátima tinha desaparecido, restando apenas duas palmeiras. Acerca deste assunto, uns comentavam: As palmeiras tiveram sorte!...ficaram, porquê?!.... Talvez pelo peso! Ou o transtorno que causaria a sua retirada!? Outros, indignados pela substituição do jardim por um “caixote” mencionavam e interrogavam-se: Que monstro! Será café, agência funerária, bilheteira ou um simples posto de turismo?... Alguém disse: É pena não lhe colocarem quatro rodas, levarem-no à Lomba d’Égua e lançarem-no para Ourém….

Tropeçando no dito cujo, descobrimos um parque infantil. Esta inovação trouxe um sorriso diferente às caritas das crianças, que finalmente têm onde brincar!

De regresso a casa e terminando, assim, o nosso passeio, questionámo-nos: Onde ficou a protecção e defesa do património ambiental, de que tanto se fala?

 

Prof. Natércia Taxa, com os alunos Alexandro (7ºB) e Joel (9ºA)

A tudo o homem se habitua! Mas, era mesmo preciso encher uma praça, pequena, com um "monstro como este"?

 Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

Precisamos de nos convencer!

 

Adelaide Lopes e Carolina Vieira

Preservar o mundo que nos rodeia é uma questão de sobrevivência para nós e para as futuras gerações. Consciencializarmo-nos que só depende de nós melhorar o ambiente é, certamente, mais fácil do que passar à prática. A reciclagem ocupa lugar preponderante neste processo de socorro do Planeta!

VALORLIS

Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos

Na nossa região a Valorlis é a empresa que valoriza e trata dos resíduos sólidos. Foi criada no ano de 1996 e faz a recolha selectiva, triagem, valorização e tratamento dos Resíduos Sólidos urbanos dos seis concelhos da Alta Estremadura que engloba: Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós. A implantação da Valorlis permitiu efectuar uma mudança muito importante na qualidade ambiental desta região. Cumpriu com objectivos propostos, tais como o encerramento de todas as lixeiras, a implementação de um sistema de tratamento através da construção de um aterro sanitário onde também existe uma unidade de triagem. Para além disto, trabalha conjuntamente com a Sociedade “Ponto Verde” procedendo à recolha selectiva e respectiva triagem dos resíduos urbanos na área integrante. Portanto, se esta função está garantida, resta-nos proceder individualmente à selecção de lixos conhecidos como recicláveis que serão entregues às fábricas próprias e que devem ser colocados nos eco-pontos para o efeito! Já os não recicláveis, ou seja, os que não têm qualquer seja, os que não têm qualquer aproveitamento, devem ser depositados no contentor verde, «lixo normal», a fim de posteriormente serem levados para os aterros sanitários. Caminhos diferentes para resíduos também diferentes. No entanto há regras que temos de cumprir e, a título de conclusão, é de salientar que os resíduos recicláveis já não são lixo, mas sim matéria-prima valiosa para a produção de novos produtos.

 Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice

E o CEF, o que faz?

É importante saber o que a Valorlis tem feito e continua a fazer para que respiremos ar mais puro num ambiente menos poluído, mas talvez não seja menos importante que nos questionemos sobre o que faz a nossa escola, o C.E.F., em termos de reciclagem. Esta tem sido uma das nossas preocupações, de há muito, visível nas acções sobre a importância da reciclagem de papel dirigidas sobretudo aos alunos mais novatos, já para não falar na dos tinteiros dos computadores e, agora mais recentemente, na reciclagem de pilhas usadas que, juntando o útil ao agradável, nos habilitou ao concurso Pilhas de Livros promovido pelos supermercados Continente, com a intenção de fomentar a leitura nas escolas mas também de recordar aos mais esquecidos que «uma só pilha, porque composta por metais perigosos, contamina os solos durante cinquenta anos». Face aos efeitos desastrosos, só nos resta pensar que se uma pilha incomoda desta maneira, imagine-se os estragos que duas mil toneladas destes seres inofensivos, consumidos todos os anos podem fazer!

E o resto do lixo? Também não foi esquecido. No âmbito da Área de Projecto, fizera-se contentores para que se possa mais facilmente separar latas, garrafas, sacos…. E isto tudo porque precisamos de nos convencer de que vale a pena insistir, pois «água mole em pedra dura, tanto bate até que fura».

Confessamos que algumas vezes o desânimo se apodera de nós, quando mesmo assim um amontoado de lixo forra o chão (como se de uma carpete se tratasse!) do bar, um espaço de permanente convívio dos alunos! E não nos venham perguntar de quem é a culpa porque ela “nunca morre solteira”. Será caso para pensarmos que andamos a clamar no deserto, o mundo do consumismo e do egoísmo? (Na página 8, voltamos a “bulir” nesta ferida). E nestas coisas do civismo, vamo-nos consolando em saber que a obrigação dos Educadores, transmissores de valores, não permite, nunca, que fiquem indiferentes e hesitantes na protecção do ambiente e, muito menos que façam tréguas, em prol de um mundo melhor, feito de liberdade e respeito, princípios básicos de um bom cidadão. Por isso não lhe pedimos que limpe (embora o deva fazer sempre que necessário; pedimos-lhe, sim, que não suje, porque de personae non gratae está o mundo cheio (e nós sabemos que não quer ser mais uma no meio delas!).

 

Um exemplo recente do que... não deve acontecer ao ambiente que nos rodeia

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

Pedreiras

Referirmo-nos à zona de Serra d´Aire e Candeeiros leva-nos inelutavelmente à referência da sua condição de parque natural, património nacional, sinónimo de orgulho por essa condição para seus conterrâneos. Mas se este cenário de maciço calcário nos presenteia com multidões que nos visitam com o fito da sua observação, com a honorifica presença recente de sua excelência Jorge Sampaio, também nos oferece um cenário veneziano que vela a luz do sol, não devido à turba deambulante que nos visita mas devido à dinamite que paulatinamente vai corroendo este nosso parque natural.

De facto, resultado da sua localização geográfica, da sua componente calcária entre outras, esta zona das Serras de Aire e Candeeiros é fértil em áreas de extracção de pedra para calçada e não só, um dos motores económicos da região. Só na zona de Alcanede perfilam-se mais de dez (dez!!!) pedreiras, a sociedade Calbrita ou a Frazão e Rosário L.da, e outras, mesmo na zona do Bairro e outras zonas também circundantes de Fátima, são apenas alguns dos múltiplos exemplos que poderiam ser alvo de indigitação.

Será necessário esperar que a cada explosão se vislumbrem pegadas de dinossáurios para daí resultar a neutralização do processo de “assassinato” geológico a que esta zona está perenemente sujeita?

Mas já que o património não mata a fome a ninguém, como infelizmente muitos dizem, pelo menos que os quilos de pólvora de cada explosão que ferem as condições de habitabilidade da zona ao ritmo de mais de seis centenas de camiões que diariamente circulam nestas diferentes pedreiras, sensibilizem as mentes de indivíduos que, talvez devido à azafama diária destas operações de extracção, se mantêm surdos e indiferentes ao correr das nascentes, ao cantar dos pássaros, ao grito verdejante que teima em emanar do ainda Parque Natural das Serras de Aire e candeeiros.

 

Bruno, 12ºF

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

Escola Limpa

O ambiente é sagrado,

a limpeza também,

se está sujo fico triste

e ajudo a minha mãe.

 

A minha mãe quando sabe,

fica triste a sofrer,

pois limpar é preciso querer

e assim podemos viver.

 

Nós gostamos de viver,

por isso temos que limpar,

quero que fiques a saber

que o ambiente deves ajudar.

 

Quando a linguagem é má,

fico triste no coração,

pois de certeza que não quero,

dizer um palavrão.

 

O ambiente não gosta que

poluam o chão,

e eu não suporto: por isso,

quero dizer-lhes: NÃO!

 

Quando ajudo, fico chateado,

se ele não disser obrigado,

pois é um símbolo de respeito,

que me cabe no peito.

 

O barulho é muito mau,

temos que o corrigir,

terá coração de calhau

quem não me estiver a ouvir.

 

Atenção, o Xico Fininho

é um rapaz asseado,

ele é mais Xico limpinho,

porque está sempre lavado.

 

Também a sua mulher

cuida da higiene pessoal,

Ela lava tudo para acolher

a limpeza em Portugal.

 

O filho já é porquinho,

ai menino, ai menino,

na linguagem está mal

e também na higiene pessoal.

 

Agora vou acabar

e na minha escola pensar,

aprender a não sujar,

pois tenho muito para limpar.

Roberto Ferreira 5ºC (trabalho realizado na Área de Projecto)

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

O Ambiente nOS Bombeiros

Numa altura em que tanto se advoga a protecção do ambiente, tentámos encontrar uma possível ligação entre este e o louvável trabalho prestado pelos bombeiros. Foi então que resolvemos visitar a corporação de bombeiros de Fátima a fim de obter respostas a diversas questões. Antes de colocar qualquer questão referente ao ambiente, foi-nos dado a conhecer, pelo Comandante Costa Pereira, as instalações dos bombeiros e os meios de que dispõem. Difícil foi compreender como é que Fátima dispõe apenas de uma ambulância de socorro e uma de transporte. E mesmo que fossem facultadas mais ambulâncias pelo INEM surgiria outro problema relacionado com a falta de espaço de que sofre esta corporação.

Apesar da independência conseguida no início deste ano, continua a ser necessário pedir auxílio às corporações vizinhas, nomeadamente à de Ourém. Outro ponto relevante é a inexistência de qualquer carro de combate a incêndios.

Ao falarmos dos incêndios começámos desde logo a criar alguma ligação entre os bombeiros e o ambiente e foi no decorrer da conversa com o Comandante que ficámos a saber que não foram postas em prática todas as medidas de prevenção aos incêndios do último verão, tais como, a falta de pessoal interessado para a limpeza das matas e o não cumprimento de um novo decreto-lei que obriga as pessoas a adquirirem licença para fazerem queimadas, devendo percorrer grandes distâncias para obter uma licença que custa 0,77 . Perante esta situação, qualquer pessoa faz uma queimada sem nenhum tipo de prevenção. A preparação dos bombeiros para o combate aos incêndios é considerada suficiente pelo comandante, mas o que lhes dificulta o trabalho é a forma poluída em que se encontram as matas. No que diz respeito ao aperfeiçoamento dos meios de combate, nada foi desenvolvido. Posto isto, os bombeiros vão aguardando por novas estratégias das autoridades competentes.

“Sem ar, não há vida!” Este slogan demonstra a realidade do nosso mundo; o problema é que nas nossas vidas apressadas muitas vezes não existe espaço para preocupações ambientais: sabe-se que é necessário limpar as nossas matas, mas isso continua por fazer. É importante agir na perspectiva da prevenção, ou seja, basta não deitarmos lixo para o chão para que este esteja sempre limpo, é necessário educarmos as pessoas para uma boa atitude ambiental, mas, para que isso aconteça, devemos ser nós mesmos a dar o exemplo.

E o Comandante Costa Pereira deixa um recado para os alunos do CEF: “não poluam o vosso parque escolar… Colaborar não custa e o ambiente agradece.

As nossas saudações e agradecimentos pela graciosa forma como fomos recebidos nos BV de Fátima.

Joel Brás (9ºA) e António Castanheira

O Comandante dos B. V. de Fátima, Costa Pereira

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice


 

Paisagem

 

Estou na minha varanda,

e vejo o Sol a nascer.

Mesmo à minha frente,

estão galinhas a beber.

 

Há aí muitas galinhas,

outros animais também,

estão todos bem cercados,

os animais da minha mãe.

 

Além destes animais,

existe um lindo jardim.

com bonitas, lindas flores,

muito belas para mim.

 

Para além do meu quintal,

vejo ainda outras casas

com telhados diferentes,

parece que têm asas.

 

Vejo aí muitas árvores,

de uma grande beleza.

Pisam nelas passarinhos!

É assim a Natureza.

 

Tiago Rodrigues dos Santos, 6ºD (Desenho do Autor)

 

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice

 


 

O bar   

As mesmas caras já tão familiares que nos servem com a simpatia habitual ou com o humor que o quotidiano lhes vais imprimindo no rosto.

O bar.

Pastéis de nata, sumos e tostas mistas que se servem periodicamente logo após os primeiros blocos da manhã de Matemática ou de Português.

O bar.

Estômagos que desfilam perante as vitrinas e pedem continuamente o alimento que possibilite sustentar uma mente ávida de conhecimento.

O bar.

Local supostamente acolhedor onde devia ser cativante a partilha de afectos e o convívio por entre goladas de sumo de laranja.

Outrora Bocage frequentou bares e cafés à medida que desenrolava os seus versos e legava um impressionante testemunho à Humanidade.

A porta de madeira escura. Entro. O que vejo?

Um lugar como outro qualquer, indiferente à vida que corre lá fora. Um lugar povoado de garrafas de plástico, de colheres e de guardanapos que se misturam com o eco de uma sociedade consumista que não se preocupa com o ser, mas principalmente com o ter.

Sufoco.

Uma espiral de críticas ergue-se contra o nosso barzinho. Sim, o NOSSO barzinho.

Somos  ducados na responsabilidade, na fraternidade e no respeito, mas estes três conceitos nunca foram postos em prática. A vida enfrenta-se lá fora, no olhar do próximo, nas atitudes que se praticam e no bem que se faz.

Os grilhões impostos pelo mundo actual e em permanente desenvolvimento impedem a nossa emancipação, a nossa liberdade.

Mas o bar continua lá, a cada dia que passa mais triste, mais cinzento e mais fragilizado pelos nossos actos muitas vezes inconscientes.

Um grito surdo está impresso nas paredes de azulejos e nas cadeiras metálicas onde nos sentamos todos os dias.

A necessidade de uma mudança, uma mudança que comece pelo íntimo de cada um impõe-se, é imprescindível crescer!

É urgente intervir porque a nossa escola é o nosso pequeno mundo...

O niilismo que predomina nas almas que vagueiam nesta imensidão temporal deveria ser substituído por qualquer essência que nos colocasse mais perto da felicidade...

Vamos reinventar o nossa escola, o nosso MUNDO!!!

Joana Rosa, 11ºB

Voltar ao início desta página

Voltar à página de índice