Ambiente - Trabalhos e iniciativas

Pilhómetro

Floresta amiga

Uma manhã de angústia

Incêndios florestais

Da Quercus aos BVO

Fauna e Flora

Nos Moinhos da Fazarga


 

 

Pilhas de Livros

Olá! Eu sou o comando PIMPÃO, ligo e desligo, não como à mesa, pois as pilhas são a minha alimentação. Outros amigos fazem-me companhia no dia-a-dia, é a boneca que chora, o carro que acelera, o discman que toca, o gameboy que a todos diverte. Tantos outros brinquedos e utensílios que os humanos usam, abusam e ... pilhas consomem.

De pilhas todos precisamos, sem elas não passamos, mas, depois de gastas, onde as colocamos?

Os humanos, nas gavetas ou lixeiras as vão deixando. Nós, os utensílios e brinquedos, com elas ficamos, até que alguém se lembre de as substituir!

Lembre... lembrar... Será perigoso com elas ficar?

Às lixeiras deverão ir parar? NÃO! De amigas, passam a grandes inimigas...

É que as pilhas são compostas por materiais muito poluentes. Quando se deitam no lixo, o seu revestimento degrada-se libertando compostos que contaminam os solos, os rios, os lagos e os mares. Essas substâncias entram na cadeia alimentar, causando sérios danos à saúde. É por isso que a reciclagem é fundamental: impede que as substâncias tóxicas afectem o ambiente e permite reaproveitar matérias-primas para fabrico de novas pilhas.

Estamos a proteger o meio ambiente ao entregar as pilhas para reciclagem. Por esse motivo, os alunos do 5ºC, com o tema da Área de Projecto “ A Escola Limpa”, resolveram aderir à acção “Pilhas de Livros”, iniciativa dos hipermercados Continente, a qual pretende sensibilizar os jovens, assim como, as suas famílias, para a importância da reciclagem das pilhas. Paralelamente, promove a leitura, contribuindo para o enriquecimento das bibliotecas escolares através da oferta de livros, proporcionalmente à quantidade de pilhas recolhidas.

Eu, comando PIMPÃO, agradeço a sua colaboração, por colocar as pilhas no PILHÓMETRO, mesmo à sua mão!

Área Projecto, 5ºC

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Floresta Amiga

 

Teve lugar no dia 27 de Janeiro, no nosso Auditório, quase cheio, um encontro com o senhor António Flor, responsável do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, que nos veio falar da fauna e da flora na região onde vivemos. Fomos nós, os alunos do 8º D, que convidámos este senhor, porque o nosso trabalho em Área de Projecto chama-se “A Floresta Amiga”. Mas nós convidámos também a participar no encontro os nossos colegas de outras turmas que têm um tema de trabalho relacionado com o nosso por exemplo, os incêndios, como é o caso do 7ºH e do 8ºB.

O senhor António Flor falou-nos das árvores, dos bosques e das plantas, fez-nos ver muitas imagens lindas de arbustos e flores e deu muitas informações que não conseguimos passar para os cadernos, porque eram muitas e havia muitos nomes difíceis, que são os nomes que eles usam nos livros para chamarem as plantas e as árvores. Mas gostámos e conseguimos com alguns dados: no Parque da zona onde vivemos há 570 espécies de árvores, arbustos e ervas, e há ainda muitas outras que não estão na lista que se encontra nos computadores da Serra. Em Portugal há mais de 3.000 espécies de árvores e arbustos.

Também nos falou dos tipos de solos que as plantas preferem: as azinheiras gostam de solos pedregosos e secos, os carvalhos vivem em solos argilosos ou vermelhos, os sobreiros adaptam-se bem em solos arenosos ou vermelhos profundos. Disse ainda que mais de 200 espécies de plantas são, ou podem ser, usadas como plantas medicinais, aromáticas, ou para condimento, o que é uma grande riqueza para a população local.

Eu e os meus colegas não conhecíamos muitos dos nomes que ele utilizou. Também não sabíamos que há muitos tipos de musgos e 28 espécies de orquídeas, e alguns nunca tinham ouvido a palavra alecrinzal, que é quando há muito alecrim, como por exemplo na zona de Alqueidão da Serra, e não só.

O senhor António Flor, que tem a profissão de Vigilante da Natureza, gostou tanto de falar que ficou pouco tempo para as perguntas que lhe queríamos fazer. Mesmo assim, o encontro correu muito bem e todos gostaram bastante. O que nós queríamos é que todos ficassem a saber mais sobre a natureza e aprendessem a gostar dela e a respeitar a sua vegetação.

Trabalho de grupo, realizado por Ivo Bento, Ana Rita e Raul Pereira, 8ºD

 

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Manhã de angústia

Incêndios: Causas e consequências...

é o tema da Área de Projecto do 8ºB, que está a organizar um debate sobre este tema para o final do ano lectivo, e já levou a cabo diversas iniciativas, como as aqui referidas

 

Naquela manhã de Julho, nove dos meus colegas e eu, na companhia de dois amigos que já tinham carta de condução, partimos de Leiria com o objectivo de passar o dia na praia da Nazaré, a apanhar sol com os amigos e a refrescar as ideias na água fria do mar.

Estávamos no Parque de merendas do Pedrógão, onde parámos para esticar um pouco as pernas, quando avistámos sinais de fumo. Um enorme incêndio destruía o Pinhal de Leiria para as bandas de S. Pedro de Moel. Corremos para lá. Embora um grupo de bombeiros já estivesse no local, a angústia era tanta que decidimos ajudá-los.

Avistámos uma rapariga. Estava desesperada, sufocada pelo fumo, com as chamas à sua volta. Procurámos ajudála, mas como parecia uma tarefa muito arriscada e não tínhamos formação, achámos melhor chamar os bombeiros, que ainda não se tinham apercebido da situação, para lhe acudirem. Conseguiram tirála do fogo, ilesa, mas teve de ir para o hospital.

Passada uma hora, os bombeiros pensavam ter apagado o fogo e abrandaram o ritmo de trabalho. Quando tudo parecia sob controlo, nós voltámos para os carros e seguimos viagem rumo à praia.

Fazia muito vento e, quando já tínhamos percorrido meia dúzia de quilómetros, o João olhou para trás e pôs-se a gritar… O que o tinha alarmado? Olhámos também e vimos chamas muito mais altas do que da primeira vez. O fogo tinha-se reacendido, ou ateado ao lado. Voltámos para trás e, pelo caminho, usando os nossos telemóveis, ligámos para o Serviço de Bombeiros, a informar o que estava a acontecer e a pedir socorro. Eles já sabiam. 

Prosseguimos, com cautela e amedrontados. Mais três grupos de bombeiros chegaram entretanto e estavam a lutar contra diversas frentes do incêndio. Ficámos perto do lugar, mas sem podermos intervir directamente, porque os bombeiros não deixaram. À tardinha, os bombeiros conseguiram finalmente apagar as chamas, mas tiveram de ficar de prevenção. Nós, tristes por vermos tanto pinhal queimado, regressámos a casa e, de novo no Parque das Merendas, ficámos a conversar sobre a experiência vivida, perguntando como estaria a rapariga que ajudámos a salvar e quanto tempo seria necessário para que o pinhal voltasse a ser como era antes do fogo. Concluímos que tinha sido melhor adiar para outro dia o sonho de passar um dia na praia e ajudar os bombeiros. E recordámos o tema da Área de Projecto deste ano, que era precisamente sobre as causas e consequências dos incêndios.

Cristiana, J. André, Ana Rita Ribeiro, Inês, Vanessa Silva - (Grupo 3)

 

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Incêndios florestais

Os alunos do 8ºB, no âmbito de Área de Projecto, estão a realizar um trabalho acerca da Educação Ambiental, sensibilizando as pessoas sobre os fogos ocorridos no Verão passado no concelho de Ourém. Para a realização deste trabalho, e para sensibilizar as pessoas acerca dos incêndios florestais, dirigimo-nos à Quercus e aos Bombeiros.

A Quercus é uma Associação que tem como objectivo educar e sensibilizar as pessoas para os problemas Ambientais. O problema principal que afecta o nosso Concelho é a chamada Lampreia de Riacho, uma espécie animal rara.

Mas a Quercus depara-se agora com outro grande problema. Os incêndios ocorridos no Verão passado causaram enormes consequências a nível da Fauna e da Flora existentes na área ardida.

A Fauna afectada na zona ardida foi as aves (grifo e bufo real) e também mamíferos (coelho bravo e raposas). Para além da Fauna, a Flora também foi prejudicada. As espécies vegetais que foram postas em risco foram os carrascos, o carvalho Cercal (português) e o alecrim, devido a serem espécies protegidas.

Na visita aos Bombeiros de Ourém, deparámo-nos com factos reais, interessantes e formativos. Uma informação que o comandante dos Bombeiros de Ourém nos deu e o que despertou o nosso interesse foi que nos incêndios já ocorridos, comparando a nível nacional, o concelho de Ourém não foi muito afectado, embora tenha havido prejuízos materiais e ambientais. A maior vantagem que os Bombeiros tiveram para actuar nos incêndios foi a abundância de água existente no concelho.

Com o trabalho que realizámos, ficámos também a saber que um cidadão pode iniciar a vida de bombeiro aos 14 anos, mas só aos 16 pode actuar nos incêndios. Cada vez mais, há jovens que querem ter uma vida mais activa e, por isso, escolhem a vida de bombeiro. Muitas pessoas pensam que os bombeiros só actuam nos incêndios. Porém, os Bombeiros prestam serviços à população, como por exemplo, nos acidentes ou situações de emergência em que prestam socorro às pessoas. Uma grande parte da população tem em mente que os bombeiros exercem essa mesma profissão, mas a verdade é que eles têm um profissão própria, sendo o trabalho de bombeiro voluntário.

Texto elaborado em grupo de trabalho por Cristina, João Rodrigues, Erivaldo Xisto, Vanessa Silva, Marcelo Gomes e Fábio Oliveira, 8º B

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Da Quercus aos BVO

 

O sol preparava-se para baixar no horizonte, quando os bombeiros foram informados da existência de um fogo junto à Lagoa do Furadouro. O vento quente fazia alastrar as chamas por entre o mato, cada minuto de espera parecia uma eternidade. Rapidamente a situação tornou-se incontrolável e os bombeiros de Ourém precisaram da ajuda das corporações mais próximas e de um helicóptero que, prontamente, recolheu água de uma cisterna e espalhou-a sobre as chamas.

Quisemos conhecer melhor os homens corajosos que defenderam o concelho de Ourém da calamidade dos incêndios que encheu de terror os montes e as televisões.

Para tal, no dia 17 de Novembro de 2003, fomos recebidos pelo senhor Júlio Henriques, comandante dos Bombeiros Voluntários de Ourém, que nos dispensou duas horas da manhã desse dia para responder às nossas curiosidades e nos mostrou o quartel dos bombeiros. Em poucas palavras, ao fim de um encontro que teve forma de aula especial, como principal conclusão da entrevista que lhe fizemos, ficámos a saber que o nosso contributo para proteger as florestas da ameaça de incêndios baseia-se na realização de algumas acções preventivas simples, como limpá-las e ter cuidado quando estamos próximos delas, não fazendo fogueiras nem atirando pontas de cigarros para o chão, etc.

Afinal, simples medidas de bom senso, que todas as pessoas deviam conhecer e

pôr em prática!

Texto elaborado em grupo de trabalho por Ana Carolina, Ana Achega, Frederico, Inês e Samuel, 8º B

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FAUNA E FLORA

UMA PALESTRA PELO DR. ANTÓNIO FLOR

No dia 27 de Janeiro, o Sr. António Flor veio ao CEF falar sobre a fauna e flora do nosso país, mais concretamente na Serra D’Aire e Candeeiros.

A Serra D’Aire é muito diversa nos tipos de fauna e flora. A vegetação é de matagais e bosques. Estes incluem azinhais cuja folha é persistente; os carvalhais, de folha caduca, e os sobrais que não gostam de cálcio e, então, a areia é o terreno ideal para eles.

Nos matagais, existem os carrascais, que formam zonas de mata muito fechadas. Eles contribuem em muito para uma boa constituição do solo. Há carrascos que atingem os 15 metros mas que crescem muito devagar. Existem também os alecrinzais que não crescem muito, pois não estão implantados no sítio certo.

Na «Flora», existem mais de 570 espécies de árvores, arbustos e ervas, bem como 170 tipos de musgos. Há também 221 espécies de plantas que podem ser usadas como ervas medicinais, aromáticas ou condimentos. As orquídeas são consideradas plantas raras e há cerca de 28 espécies. São plantas que nós admiramos muito.

Carolina Abreu e José Rodrigues, 6ºE

 

 

 

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Nos moinhos da Fazarga

No passado dia vinte de Outubro, pelas nove horas e trinta minutos, nós, os alunos do 8º G e 9º G, acompanhados pelos professores João Paulo Pedro e Pe José Pereira Sousa, fomos aos Moinhos da Fazarga para uma Visita de Estudo integrada na disciplina de Técnicas Laboratoriais de Electricidade/ Práticas Simuladas. Um dos objectivos da Visita era desenvolver as nossas capacidades em contacto directo com a energia eólica.

O senhor Adriano recebeu-nos muitíssimo bem, dando-nos uma excelente explicação sobre o funcionamento do moinho, da moagem e da energia eólica. Desde já, o nosso agradecimento. A Visita correu muito bem, pois o assunto era muito interessante.

Além de moer o grão, transformando-o em farinha, um dos moinhos aproveita o vento para produzir energia eléctrica. A energia eólica transforma-se, quando o moinho roda, em energia mecânica e esta em eléctrica através de um dínamo. Ao dínamo está ligada uma bateria que acumula energia para alimentar várias lâmpadas.

Na Fazarga, existem ainda dois moinhos deitados ao abandono. A nossa opinião é que deviam ser reconstruídos. Daqui vai um apelo às entidades competentes a fim de prestarem mais atenção a esta realidade que entra pelos olhos dentro. Por que não aproveitar para fazer um parque vedado, com os moinhos a trabalhar, um café e gastronomia e artesanato da região?

A Visita de Estudo foi boa. Esperamos que mais Visitas deste género se façam, pois aprendemos

melhor contactando com a realidade.

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