Estudar no Planalto... é possível O Pianista - Uma outra perspectiva para um tema já gasto. Ficha técnica Isolation statt Integration Um baú de tesouros
Página de diário
Hoje, mais uma vez, apeteceme escrever numa folha solta, não só para dizer que “escrevo um diário”, mas apenas porque, desta forma, passando o que sinto para o papel, me sinto melhor comigo mesma… e digamos que tenho bastante para contar!
Esta manhã, no bar da escola, enquanto esperava pela hora da aula de Português, eu e a Melanie, ambas pertencentes ao antigo, mas sempre presente, 9ºC, “voltámos” ao passado (em pensamento, claro!) e falámos de todas as coisas boas que se passaram naquela fantástica sala… de como éramos unidos, das saudades que sentimos daquele ambiente inesquecível, das aulas de Inglês, onde “choviam” bolas e “voavam” aviões, parecendo mais um campo de batalha do que uma sala de aula (!); das aulas de História,(quase) sempre silenciosas, não fosse a “stôra” a nossa DT, Ana Maria Lopes (uma directora sem igual, que todos admiramos imenso!); da aula de Geografia, na qual o Venâncio relatava histórias do avô (não é qualquer um que lê a lista telefónica, para ver se encontra alguém conhecido!); das aulas de Português, que correram Gil Vicente, Luís de Camões, entre outros; da nossa visita de estudo a Lisboa, na qual aconteceram coisas tão inesperadas, como a longa abordagem que nos foi feita por um grupo de rapazes negros (que nos assustou bastante, diga-se de passagem!) e etc., etc... tantas coisas positivas que nos deixaram melancólicas, pensativas, relativamente tristes e com uma vontade tremenda de voltar àquele tempo, àquela turma, com o convívio daquelas pessoas…como costumamos dizer: “uma grande turma, com grandes pessoas e com uma inesquecível DT!”.
Mas é melhor mudar de assunto, senão…
Durante a tarde, como é 4ª feira e não temos aulas à tarde, fiquei no “Tasco” (o Planalto!) com a Ana Luísa (a minha “best best friend”), com a Filipa e, posteriormente, com o Pedro e com o Paulo, não só a “socializar”, mas também a estudar (sim, eu sei que quase ninguém acredita que se possa estudar no “Tasco”, mas isso é porque nunca lá estiveram numa 4ª à tarde!). Mas o meu estudo não foi de uma disciplina fácil, foi nada mais, nada menos, que C.T.V.! Fotossíntese para um lado, transporte nas plantas para o outro… de uma pessoa no seu perfeito estado “SE PASSAR”!
No entanto, depois de quatro páginas de estudo, resolvemos parar por aí e iniciar uma conversa que foi fluindo naturalmente, durante a qual tivemos tempo de falar do amor do Paulo, de dar conselhos ao Pedro, de nos rirmos por causa da Filipa e, durante um grande bocado, de nos lembrarmos, mais uma vez, do ano passado, do 9ºC, de pequenos pormenores… enfim, mais um retorno ao infindável passado, que nos traz tantas, mas mesmo tantas, saudades… é, apesar de tudo, tão bom fazê-lo! Mostra que será um ano que ficará para sempre marcado. Como eu costumo dizer, foi “ o melhor ano das nossas vidas!”, e sei que não sou a única a achá-lo… só que a vida anda para a frente, não podemos ficar retidos, nunca! Cada vez que me lembro do que eu, a Ana e as outras “meninas” chorámos por ser o “nosso fim”, dá-me uma coisa! A sério! Agora pertenço ao 10ºA, o 9ºC passou, estamos eparados (só fisicamente,claro!)… já não existe troca de olhares durante as aulas com a Ana, que ambas entendíamos tão bem; já não se ouve o Alex a cantar o “Roxane”; já não se ouvem os ataques de riso da Melanie no meio das aulas; já não me apercebo dos “atrofios” do Olivier perante os gritos da Prof. de Português; já não me assusto com os berros do Venâncio quando o telemóvel tocava, numa tentativa de disfarçar; já não vejo o “Tropa” com os dentes pintados de preto, com um sorriso enorme os lábios; já não ouço, durante as primeiras aulas, a voz profunda do Davide a dizer “Olá! Eu sou o Davide (com “e” no fim) Santos, tenho 16 anos e venho de Boleiros”; já não vejo “circular” os lindos desenhos da Verónica e da Raquel; já não assisto às explicações do Zé, sempre tão mal argumentadas, etc… se pudesse estava aqui até amanhã a contar as características de cada membro do 9ºC, mas o tempo voa e tenho de ir estudar. Tinha mais coisas para contar (muito mais), mas fica para a próxima, tá? Uma próxima que será muito em breve…
Ah! Só mais uma coisa: gostava só de dizer que tenho a certeza que o 9ºC foi a melhor turma que o C.E.F. já teve (apesar de nem toda a gente concordar comigo) e eu tive a sorte, e o privilégio., de pertencer a ela… era só isso!
Mariana Fernandes (9ºC) - 10ºA
“O
Pianista”
um filme que toca no fundo da nossa alma…
O filme, premiado em
2002 pelo Festival de Cannes com a Palma de Ouro, é uma excepcional adaptação do
livro autobiográfico de Wladyslaw Spilzman.
Dirigido por Roman Polanski e com Adrien Brody no papel principal, “O Pianista” retrata toda uma etapa da vida do famoso pianista judeu polaco Spilzman, durante a qual se vê obrigado a abandonar tudo e partir à mercê dos alemães, lutando dia após dia pela sobrevivência. O filme decorre entre 1939 e 1945 e está dividido em três etapas: a opressão sofrida pelos judeus, que viviam (ou melhor, sobreviviam!) com a esperança de que cada decreto que saía seria, sem dúvida, o último; o medo dos que tinham de enfrentar os nazis, que ameaçavam a estabilidade de qualquer família e ainda a sucessão de crimes horrendos, imprevisíveis e cruéis sobre aquele povo.
Pode até pensar-se
que se trata de mais um filme sobre a II Guerra Mundial, tal como “A lista de
Schindler” ou “A vida é bela”, contudo Polanski reconstruiu a época com uma
extraordinária autenticidade, talvez pelo facto de também ele ter vivido num
gheto (mais precisamente no Gheto de Cra
cóvia), de ter visto a sua mãe morrer
num campo de concentração e de, apesar do seu pai ter sobrevivido, ter ficado
para sempre marcado e agora adicionar a este filme um pouco do seu passado,
intercalando a história de Spilzman com a sua.
Quanto aos cenários, são um ponto muito positivo do filme, reconstruindo com uma exactidão incrível aqueles tempos horríveis. Para tal, foi necessário reproduzir muitas ruas em estúdios, contribuindo para criar o ambiente da época. Na cena final, em que o pianista se vê sozinho numa Varsóvia totalmente destruída, aquela que fora em tempos uma bela cidade. Esta tinha-se transformado num campo de sobreviventes de um pesadelo.
Várias são as cenas marcantes e inesquecíveis deste filme, como é o caso daquela em que, antes de embarcarem no comboio que os levaria aos campos de concentração e à morte, a família do pianista (mãe, pai, duas irmãs e um irmão) e ele mesmo dividem um caramelo cortado em seis partes, no que seria a sua última refeição juntos, já para não falar na cena que considero uma das mais emocionantes do filme, na qual o oficial que o salva da morte o obriga a tocar piano para provar o seu talento e fama, tarefa que executa na perfeição, mesmo sem o fazer desde o início da guerra, quando uma bomba atingiu o estúdio de rádio em que trabalhava, mostrando que a guerra nem tudo pode levar.
O filme, aliado ao livro, transmite uma lição de vida, testemunhando o surpreendente heroísmo que existia no seio do Gheto de Varsóvia, tocando no fundo da nossa alma e fazendo com que queiramos explorar cada vez mais um dos dramáticos episódios da História Judaica e da Humanidades, revivendo esta época e identificando-nos com este relato de coragem, tal como Polanski fez.
N’ “O Pianista” não se chora, mas um sentimento de revolta e de raiva contra os nazis apodera-se dos espectadores, perante tanta maldade.
Mariana Fernandes,10ºA
Uma visão diferente para um tema já gasto...

Tudo começou há mais de sessenta e quatro anos quando ocorreu o confronto entre as forças aliadas e as potências da Europa Central, iniciando-se assim, no fi-nal da década de trinta, a Segunda Grande Guerra.
Foi aí que a vida de um judeu polaco, residente em Varsóvia, se tornou um pesadelo (mudando completamente) e nada voltou a ser o que era.
Mr. Spilzman era um pianista que graças à sua profissão sobreviveu a este segundo conflito a nível mundial. Perdeu toda a sua família, viveu em condições desumanas, foi alvo de humilhações, maus tratos, sentimentos de racismo, xenofobia e discriminações.
É toda esta história (que por ser verídica se torna ainda mais impressionante), que passa então para o mundo da ficção dando origem a um filme memorável: “O Pianista”.
Realizado por Roman Polanski e com um elenco fantástico (destacando no papel princi-pal o actor Adrien Brody), é um filme que atinge o coração dos mais insensíveis.
No desenrolar desta emocionante realização da sétima arte, são descritas todas as peripécias da vida do músico, através de cenários de sofrimento, tragédia e destruição, que são retratados de uma forma incrível, tornando-se magníficos e simultaneamente constrangedores, marcando o espectador de uma forma inesquecível e profunda, fazendo-nos reflectir sobre o quanto sofreram tantos inocentes por culpa da ambição.
“O Pianista” foi nomeado para vários Óscares, sendo galardoado com os Óscares de melhor realizador, melhor actor principal e ainda de melhor argumento, com adaptação de Rowold Harwood. Venceu também a Palma d’Ouro no Festival de Cannes de 2002.
Este filme brilhante dá-nos uma visão completamente diferente para um acontecimento já tão explorado na nossa sociedade. Muitos são os filmes e testemunhos a que temos acesso sobre a segunda grande guerra e a discriminação de povos, como é o caso dos judeus, contudo Roman Polanski dá um toque especial a este registo biográfico: a música.
Talvez seja um pouco suspeita, uma vez que a magia que nos é transmitida pela interpretação de uma partitura me fascina muito, no entanto, é a música que diferencia este filme de tantos outros e torna uma realidade chocante e traumatizante um pouco mais suave e até romântica. É uma obra envolvente que fixa todos os espectadores ao écran e nos permite viajar através desta história emocionante.
Marta Patita, 10ºA - Janeiro/2004
O pianista (The pianist)
Realizador: Roman Polanski Intérpretes: Adrien Brody (Wladyslaw Szpilman), Thomas Kretschmann (oficial alemão), Frank Finlay (o pai), Emília Fox (Dorota), Maureen Lipman, Ed Stoppard, Júlia Rayner, Jessica Kate Meyer Produção: França/Polónia/Alemanha/Grã-Bretanha Ano: 2002 - Duração: 148' Argumento extraído do livro Wladyslaw Szpilman Em breve: A imensa tragédia dos judeus polacos, primeiro, perseguidos e, depois, exterminados pelo regime NAZI. Roman Polanski, filho de uma das vítimas do campo de extermínio de Auschwitz, enviado quando ainda era criança para os EUA, evitando assim a morte, narra o holocausto (Shoah) através de uma história verdadeira: a de um pianista judeu da rádio polaca que foge e se esconde na cidade de Varsóvia, ocupada, até à chegada do Exército Vermelho. Uns ajudam-no; outros, denunciam-no... É uma obra-prima, premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
AUSLÄNDER IN PORTUGAL
In unseem Land gibt es viele Gastarbeiter aus Africa, aus Brasilien und aus dem Osten, aus den Ländern der ehemaligen Sowjetunion.
Die Portugiesen sind freundlich und hifsbereit. Wir sind sehr flexibel und improvisieren gern (manchnal zu viel!). Wir sind gastfreundlich und helfen gern den Ausländern, die in Portugal arbeiten. Die meisten (Gastarbeiter arbeiten in der Bauindustrie, in Geschäften, Restaurants, als Fabrikarbeiter, Zimmermädchen oder Hausfrauen.
Sie haben ihre Heimat verlassen, um ein besseres Leben zu haben und viele nehmen ihre Familie zu sich, denn sie finden Portugal ein ruhiges und schönes Land.
Sie sind keine Maschinen, sie sind Menschen mit Gefühlen und Rechten. Trotzdem haben sie viele Probleme und manchmal werden sie diskrimmiert.
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ISOLATION STATT INTEGRATION Eine Heimat Im Ausland Woher Gastarbeiter kommen Eine andere Heimat Wo wir leben Und wohin Gastarbeiter fahren Sie sind Ausländer Wir haben Angst davon Dass Sie nach unsere Heimat fahren Sie sprechen nicht wie uns Sie kleiden nicht wie uns Sie essen nicht wie uns Sie werden diskriminiert Sie werden provoziert Sie werden angegrifft Wir sind häßlich Sie sind fremd Dann müssen Sie weggehen Sie gehen nicht weg Sie fliehen nicht Wir garantieren nicht Dass sie geschützt werden. Deswegen Isolation statt Integration Carolina Vieira 12.º H
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Preenche os espaços e descobre os problemas dos emigrantes. Procura a solução ao fundo desta na página
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Um baú de tesouros
Lá estavam elas. Crianças num largo amplo e espaçoso. Estavam muito contentes, divertiam-se aproveitando aquele momento como se não houvesse mais nada, como se fossem únicas, isolando-se de tudo o resto.
Eram observadas por pessoas. Pessoas de todas as idades que se recordavam dos seus momentos de criança. Deliciavam- se a olhar para aquelas beldades que deixavam os olhos de qualquer espectador a brilhar. Eu era um deles, admirava aquela energia, aquele entusiasmo todo.
A dona do café, ali mesmo ao lado, chamou-os com uma voz meiga e terna. Dirigiram-se até lá e saíram com guloseimas. Guloseimas tão doces como aquelas caras de satisfação. Eram bem evidentes os sorrisos de orelha a orelha naquelas faces.
No entanto, depressa os belos sorrisos foram interrompidos por um velho resmungão, triste e sem ninguém, que começou a barafustar com uma voz arrogante:
- Calem-se! Não façam barulho perto dos meus ouvidos.
Os maravilhosos sorrisos transformaram-se em olhares sisudos e tristes de almas inocentes e puras. Fiquei revoltada, até que o homem se afastou; as crianças retomaram a sua grande e espontânea alegria, ignorando tudo o que não as fazia sentir bem.
Cátia Vieira 10.º A
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Solução/Lösung do texto alemão
Arbeitslosigkeit Extremismus Ausländerhass Kultur Wohnungsnot Sprache Kriminalität Discrimination Klima Schule