EMIGRANTES DO LESTE

Imagem de Sebastião Salgado
extraída do livro "Êxodus", editado pela Caminho
Por Dânia Sousa, Margarida Mendes, Marisa Silva, Marta Pereira, Sara Silva e Sofia Baptista, 11º B

No âmbito da disciplina de Introdução à Filosofia, a turma do l1º B realizou um debate sobre o tema: Aceitação dos emigrantes de Leste.

A questão foi debatida por dois grupos de alunos e contou com a presença de dois moderadores. Inicialmente, cada grupo apresentou uma breve introdução ao debate.
A aceitação de emigrantes de Leste é um dos problemas mais complexos que Portugal enfrenta actualmente. A sociedade portuguesa encontra-se dividida, existindo por isso uma grande diversidade de opiniões.

Uma parte da população opõe-se à vinda de emigrantes de Leste e argumenta defendendo que estes não respeitam a nossa sociedade e infringem as leis, colocando em risco o bem-estar de todos os portugueses.

Muitos emigrantes abandonam o seu país de origem com o objectivo de ganhar dinheiro para a sobrevivência das suas famílias e proporcionar-lhes uma vida melhor. Ao contrário de outros países mais desenvolvidos, que apresentam condições favoráveis para receber emigrantes, Portugal oferece ainda poucas oportunidades a essas pessoas.

O nosso país não possui uma economia suficientemente forte para permitir a construção efectiva de uma nova vida aos emigrantes. Estes ainda vivem em condições desumanas e são rejeitados pela sociedade, refugiando-se na solidão. São explorados no trabalho e recebem salários precários, arriscando muitas vezes as suas próprias vidas. Estes factores têm como consequência o aumento da criminalidade, do desemprego e conflitos sociais que prejudicam Portugal.

Uma das soluções para este problema seria, como acontece em França, estabelecer contratos de trabalho com os emigrantes, o que possibilitaria controlar assim a emigração no país.
Porém, uma parte da população portuguesa não aceita esta solução, pois considera que as pessoas não devem ser tratadas como mercadorias ou objectos que se usam apenas durante um certo período. Estes portugueses aceitam a vinda de emigrantes do estrangeiro para Portugal, considerando-a um benefício para o nosso país.

Entre os países da União Europeia há livre circulação de pessoas e por isso não existirão motivos para impedir a entrada de trabalhadores do Leste quando os seus países fizerem parte da Comunidade Europeia.

Prevê-se uma diminuição da natalidade em Portugal nos próximos anos. Logo, será vantajosa a vinda de emigrantes (actualmente representam 8% da nossa população activa) a fim de contribuírem para a produção de riqueza e, por exemplo, “suportar”as reformas dos aposentados.

A criminalidade, esta, não aumentou somente devido à emigração, factores como a discriminação e a exclusão social também contribuíram para o agravamento deste problema.

Além disso, como actualmente os meios legais para apresentar queixa são mais acessíveis do que antigamente e é natural que a taxa de criminalidade tenha aumentado.

Outra vantagem de legalizar a presença de estrangeiros entre nós, será de reduzir a clandestinidade e o “tráfico” de mão-de-obra. Contudo, para isso, será necessário desenvolver as infra-estruturas e as condições apropriadas que possibilitem vidas dignas a essas pessoas.

O ideal seria descobrir a forma de controlar a emigração defendendo os interesses do país, respeitando a dignidade de cada pessoa.

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