O fim da felicidade

Adolfo, Luís Faustino, Paulo Silva, 10ºL-1º CTA

A cidade acordou a chorar, o sol não se ria e a vida desaparecia. As águas subiam a uma velocidade espantosa, os poucos habitantes da aldeia olhavam com atenção o movimento caudaloso do rio. Há várias semanas que a chuva caia sem interrupção, nos campos os animais morriam afogados, a lenha quase esgotava e o frio e a humidade instalava-se nas casas, nas roupas e nos ossos dos habitantes.
Para comer havia somente um pouco de pão duro e nada mais…

Todos os dias o rapazinho subia à torre da capela esperando ver algum sinal de vida para além da aldeia.

Dentro de casa, as mães tentavam sossegar as crianças irrequietas. Ouvia-se ocasionalmente um ou outro movimento que significava que mais alguém morrera, vítima de doença ou fraqueza, o desespero era total, as pessoas rezavam por uma ajuda que não vinha, desesperavam em lenta agonia, do céu desciam caudais de água que tudo destruíam, a paisagem era triste, medonha, sem vida, tal como os pensamentos dos habitantes daquela aldeia cercada pelas águas, isolada do mundo, e onde a esperança morria à velocidade que o rio subia.

Voltar ao índice