Como funciona uma cimenteira

 

O 12ºC deslocou-se a Coimbra para melhor conhecer o funcionamento de uma cimenteira e aumentar o conhecimento geral na área das ciências com uma ida ao Exploratório Infante D. Henrique, além de se pretender igualmente promover as relações inter-turmas dos alunos. A ocasião foi propícia também para se conhecer parte da Universidade de Coimbra, quando decorriam as suas famosas praxes.
Na Universidade de Coimbra pudemos ver inúmeras praxes a serem executadas, a capela de S. Miguel, local onde os estudantes pedem ajuda religiosa para os exames, os departamentos de que era constituída a Universidade – Química, Física, Letras, Direito, entre outros – a Porta Férrea, a Cabra (Torre de Relógio), a Via Latina e a Biblioteca Geral (em frente à Faculdade de Letras). Em suma, pôde-se ver o ambiente aprazível que se vive nesta Universidade.

No Exploratório Infante D. Henrique, viram-se inúmeras experiências que explicavam cientificamente acontecimentos do dia-a-dia. Entre outras, com duas laranjas e um copo de coca-cola podia-se fornecer energia de modo a pôr um mostrador de relógio a funcionar através da troca de iões, cobre e zinco; com um dínamo podia-se também fornecer energia devido ao mecanismo; a cor não é uma característica dos objectos e tem a ver, isso sim, com a radiação incidente no objecto e, verificou-se também que nem todas as cores (radiações) têm a mesma energia, e também que, devido ao momento angular podia-se movimentar uma pessoa num banco se essa pessoa possuísse uma roda em movimento nas mãos.

Numa outra parte do Exploratório, pôde-se experimentar que os sentidos necessitam de se aplicar em conjunto para haver uma boa percepção do que nos rodeia. Por exemplo, se se tapar o nariz, fechar os olhos e provar algo, as papilas gustativas da língua não são suficientes para identificar o sabor. Verificou-se também a invenção chamada “Parafuso de Arquimedes”, do séc.II a.C., que permitia às pessoas fazer subir água de um rio para um canal que a levaria para suas casas e terrenos de cultivo.

Na Cimenteira…

…da CIMPOR, em Coimbra, observou-se o processo de produção de energia através da pirite e do carvão. Vimos o sítio de onde se retiram as pedras para fabricar o cimento, sendo necessário fazer um furo na pedra onde é colocada dinamite, e observaram-se os laboratórios onde se efectuam os testes de qualidade do cimento, a sala de onde se controla o forno, entre outros.

DO CRU AO CLÍNQUER

Um tratamento térmico adequado transforma a farinha no - “clínquer” -, mineral artificial formado pelos constituintes principais do cimento. Como combustível é utilizado o carvão ou o pet-coque, este último resultante da última fracção da destilação de petróleo. Para o arranque dos fornos utiliza-se o fuel-óleo.

DA PEDREIRA À BRITAGEM

A matéria prima principal é o calcário. A esta matéria prima é adicionado calcário de alto teor, areia e cinzas de pirite, obtendo-se assim a composição correcta do cru. As matérias-primas são submetidas à operação de britagem com o objectivo de obter uma fracção de material inferior a 50 mm. O material obtido é depositado. Este material depositado denomina-se por “mistura”.

PREPARAÇÃO DO CRU

A “mistura”, tem uma granulometria ainda apreciável (< 50 mm) e humidade. Para que as operações seguintes, homogeneização e cozedura, se possam processar, é fundamental que a mistura seja seca e reduzida à dimensão adequada.
 

Breve história da implantação da Cimenteira de Souselas:
Em 1972 iniciaram-se as obras de construção das instalações fabris;
Em 1974, arrancou em exploração a primeira linha de produção e a segunda em 1975;
Em 1977 foi decidido instalar uma terceira linha de produção que entrou em funcionamento em 1982.
Actualmente, com três linhas de produção, a fábrica de Souselas tem uma capacidade de 2,3 milhões de toneladas/ano de clínquer e 2,85 milhões de t/ano de cimento.
Caso o produto obtido não apresente a composição química especificada, é possível corrigi-lo pela adição de calcário de diversos teores de carbonato. O produto resultante da moagem - a “farinha” - é homogeneizado pneumaticamente e armazenado.
 

Comentário

Como conclusão pode-se dizer que esta visita de estudo foi muito proveitosa, pois, ouviram-se muitas explicações científicas para acontecimentos banais do dia-a-dia , visitou-se a Universidade de Coimbra e acompanhou-se o processo de produção de cimento, um produto muito usado no construção civil.

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