Fantasias, trabalhos e propostas sérias do 5º ano

A Máquina do tempo

Por Diana Marques, 5ºB.

Um dia, estava a passear com a Diana Filipa na floresta e, atrás de umas pedras, vi uma luz azul. Como ficámos curiosas, fomos tirar as pedras para inspeccionarmos melhor e deparámo-nos com um anão preso dentro de uma máquina do tempo, que nos disse:
- Se me libertarem, ofereço-vos esta máquina do tempo. Com ela, podem viajar para onde quiserem!
Hesitámos um pouco, mas acabámos por aceitar a proposta e libertámos o anão. A Diana Filipa não perdeu tempo e sugeriu logo que fôssemos dar um passeio. Concordei com ela e carreguei no botão do relógio que indicava o século passado. Não recuámos um século no tempo, mas fomos ter ao Pólo Norte. Como estávamos as duas de manga curta, praticamente morremos de frio. Mas, uma hora mais tarde, apareceu outro anão que nos perguntou:
- O que estão aqui a fazer? – E nós respondemos:
- A nossa máquina do tempo está avariada e, por isso, não podemos voltar para o nosso país.
- Eu empresto-vos a minha!
- Obrigada! – Respondemos nós ao mesmo tempo que entrámos para a máquina. Voltámos para Portugal e jurámos nunca contar esta história a ninguém!

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...Iria ver... De seguida, avançava

por Helena Santos - 5ºA
Se eu tivesse uma máquina do tempo, daria a volta ao mundo; iria ver melhor como era tudo, há muitos anos atrás. Se eu a tivesse … faria um monte de coisas fixes!
Iria ver como era tudo na Pré-História … observaria aqueles homens rugosos, velhos, cheios de pêlos e vestidos com aquelas roupas tão esquisitas.
De seguida, avançava no tempo e iria ver como era tudo na época dos meus avós e, depois, na dos meus pais. Veria como pouca comida chegava para uma família numerosa e como havia tanta criação de gado. Observaria o cultivo dos campos e testemunharia a entreajuda entre as pessoas. Em algumas famílias, notaria a arte de fazer poupança.
Por fim, ia dar a volta ao mundo. Mergulharia nas praias paradisíacas e conheceria os costumes de cada terra. Experimentaria viajar de elefante como se vivesse uma aventura ou então iria de girafa para observar tudo lá do topo …
Viveria grandes e fantásticas aventuras com a ajuda de uma máquina do tempo … se pudesse.

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O meu tempo livre

A minha televisão

Com muita alegria!

Por Frederico Rodrigues - 5ºB
 

Em minha casa,
Há uma televisão,
E sempre que a vejo
Estou com o meu cão.

A minha televisão
Está sempre a falar,
Eu gosto tanto dela
Porque m’ ajuda a alegrar.

Vejo muito televisão
E estou sempre a cantar
E sempre que paro,
É para ir estudar.

Estudo com a minha mãe
Para ela me ajudar,
Mas se liga a televisão
É uma grande confusão!

Por Ana Rita Branco - 5ºA - nº5


No meu tempo livre,
Gosto de brincar com o meu gato
É tão engraçado,
Parece um palhaço,
Só lhe falta um laço!
 

Quando brinco com ele,
Faz-me lembrar um cão
Porque o meu gato…
É tão brincalhão!
Ele é gordinho e tão comilão!
 

Gosto do meu gato
Porque é um amigo
Que me faz companhia
Durante o dia …
 

Quando estou de férias
Ou não vou à escola,
Brinco com o meu gato.

 

Desenho para este poema de Inês Casinhas, 5º A

Desenho para ilustrar este poema da autora do mesmo

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O meu Príncipe Perfeito

Resumo da obra

Por Fábio Rodrigues - 5ºB
Era uma vez um rei e uma rainha que, durante muito tempo, esperaram para ter um herdeiro. Quinze anos passados, tiveram um filho. Este, para tristeza dos pais, era tímido e calado.
Um dia, a mãe deu-lhe uma caixa, onde estava uma máscara de seda preta com dois atilhos. A partir de então, o Príncipe passou a usá-la para esconder a sua timidez.
Quando o rei e a rainha morreram, o Príncipe fez uma festa que durou três dias e passou a andar sem máscara por entre o povo, pois ninguém o conhecia. Nesse dia, todos começaram a ser simpáticos uns para os outros porque qualquer um, entre o povo, podia ser o rei. Um grupo de pessoas perguntou-lhe a sua opinião sobre o rei. Como ele não respondia, pois era tímido e calado e não tinha à-vontade para falar sobre si próprio, as pessoas começaram a desconfiar e a pensar que ele era um traidor. Por isso, mandaram-no para a prisão. Sem nunca se identificar, ou se queixar, o tempo foi passando até que o guarda do cárcere, depois de tanto o observar, se convenceu que aquele prisioneiro era diferente de todos os outros - delicado nos modos e perfeito em tudo – e disse-lhe que ele era o rei que tanto procurava.
O rei, por fim, saiu da prisão.

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de Sophia de Mello Breyner Andresen
RESUMO DA OBRA
por Frederico F. Rodrigues, 5ºB

Era uma vez uma menina chamada Joana que vivia numa casa amarela com um jardim à volta. Esse jardim tinha muitas flores, um cedro muito antigo, uma cerejeira e dois plátanos. Um dia Joana estava encarrapitada no muro e viu passar um garoto com um fato feito de remendos. Perguntou como ele se chamava e o garoto disse-lhe que se chamava Manuel.
A Joana e o Manuel brincaram durante muito tempo. Foi então que o Manuel lhe disse que tinha de se ir embora. A Joana perguntou-lhe onde ele morava e ele respondeu-lhe que vivia nos pinhais.
No dia de Natal, Joana vestiu o seu vestido de veludo azul, os seus sapatos de verniz preto e, muito bem penteada, saiu do quarto e desceu a escada. Passado algum tempo, a Joana perguntou à cozinheira Gertrudes se o Manuel iria ter presentes e ela respondeu-lhe que não, porque os pobres não recebiam presentes.
Quando chegou a hora de jantar, Joana reuniu-se com os seus primos, mas continuava a pensar naquilo que Gertrudes tinha dito. Depois dirigiram-se para a sala onde estava o presépio com as figuras de barro do Menino, da Virgem, de São José, da vaca e do burro. Então, um dos primos da Joana chamou-a para lhe entregar os seus presentes. No entanto, Joana continuava a cogitar como seria o Natal do Manuel e se ele teria ou não presentes. Depois de muito pensar no Natal do Manuel decidiu ir entregar-lhe os seus presentes.
Cerca da meia-noite, Joana saiu para a escuridão da rua dirigindo-se para o pinhal. Como não sabia bem o caminho estava um pouco assustada e perdida; mas, ao levantar a cabeça, viu que no céu estava uma estrela que caminhava. Decidiu seguir a estrela e, já dentro do pinhal, encontrou um vulto que lhe disse que era um Rei Mago e que também seguia a estrela. Mais à frente, encontraram os outros dois Reis Magos e, todos juntos, seguiram a estrela até que ela parou sobre uma enorme claridade. Dirigiram-se para lá e encontraram um casebre com muita luz. Entraram e Joana viu o seu amigo Manuel deitado nas palhas rodeado pelos anjos, pelo burro e pela vaca. Joana pensou que ali estava o presépio. Enquanto todos rezavam, Joana colocou os seus presentes no chão.

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E ainda a propósito do Natal

Magia de Natal

Por Ana Filipa e Marta Frazão, 12ºA

 
Tudo começou no dia 17 de Dezembro de 2004, talvez há muito tempo, mas mesmo assim urge a necessidade de resgatar do baú das memórias o regresso à terra da fantasia.
Era Natal, o último dia de aulas, e nós “cá em baixo” (12ºA), decidimos que o Natal afinal ainda era nosso. Com o espírito natalício em alta, transformámos a pesada sala num ambiente cheio de luz, música, comida… de verdadeira festa e alegria.
O expoente máximo da festa ainda estava para chegar. Uma brilhante ideia nasceu nas nossas cabecinhas iluminadas… Por que não voltar a acreditar no pai-natal?!!
Assim foi, como por magia, vindo do Planalto do Sol, alguém aceitou o desafio. Foi pulando e proclamando oh! oh! oh! (s), carregadinho de sacos repletos de presentes até chegar à nossa sala. Abriu a porta e todos sorriram. Afinal, o pai-natal existia! Por detrás das barbas, o “senhor dos números” era o nosso pai-natal naquele dia. O “stor” Diamantino assumiu o seu papel e distribuiu os presentes. No fim, antes de rumar a outras paragens dedicou-nos um presente inesperado. Soltou palavras mágicas no ar, brindando-nos com a declamação de dois poemas tocantes.
 
São estes pequenos mas grandes momentos que nos fazem acreditar que somos todos, acima de tudo, pessoas.
O ano passado, ainda no 11º ano, ao olharmos “cá para baixo”, pensávamos que seria um terror, um ensino do tipo “magister dixit”[1], e que encontraríamos professores frios e distantes.
Mas, acreditem que encontrámos aqui, professores que tal como os “lá de cima” (10º e 11º), estão aqui ao nosso lado, para juntos vencermos este desafio, que é o 12º ano.
Nunca tínhamos pensado antes, ser possível ver o “stor” Diamantino vestido de pai-natal, a fazer-nos rir e acreditar em sonhos perdidos. Nunca pensámos que por detrás de tanto rigor numérico estivesse o “pai-natal”, pois por vezes esquecemo-nos que, apesar de tudo, os professores conseguem estar no “fim de contas” tão perto de nós e partilhar connosco as nossas derrotas e aventuras.
São estes professores, que encontrámos “cá em baixo”, que nos fazem sorrir, nos emocionam, nos transmitem conhecimentos, que reclamam connosco, que exigem muito de nós, que nos levarão “à vitória”. Assim, o 12º ano apesar de doloroso e exigente pode também ser mágico. Por isso, obrigado a todos os que nos fazem acreditar que seremos capazes de vencer, que acreditam em nós e trabalham ao nosso lado. Pois como disse Pessoa “só aquilo que vale a pena custa e dói…”, por isso, embora o 12º seja difícil, no final, quando partirmos rumo a novos mundos, permanecerá para sempre o calor humano que aqui encontrámos. Obrigado a todos!

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Viagens inesquecíveis

Alicia Prazeres Figueira - 5ºC
Com uma máquina do tempo, poderíamos fazer muitas coisas.
Se eu tivesse uma máquina do tempo, voltaria ao passado para ver como tudo era diferente. Fazia viagens nos burrinhos e nos cavalos, sentava-me à lareira a contar histórias às outras pessoas e seria uma grande aventura,
Depois de viver um pouco o passado, iria observar como será o nosso futuro no planeta Terra … Deverá ser tudo mais avançado, tudo mais eléctrico, haverá fábricas e, de certeza, será tudo muito mais moderno.
Agora que reconsidero, penso que era bom voltar novamente ao passado para mudar de raiz algumas coisas que existem no nosso planeta como a guerra e a poluição.
Se eu tivesse uma máquina do tempo, faria viagens inesquecíveis, com grandes aventuras pelo meio e certamente muito proveitosas…

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Viagem ao passado

Por Rui Marto
Nos meus tempos livres, vejo televisão e, como tenho TV Cabo, tenho acesso a muitos canais.
Gosto muito de ver o “Disney Channel” porque está a dar a toda a hora e passam desenhos animados. Este canal tem muita acção e apresenta programas divertidos. Há uma série que se chama “Art Attack “ que mostra que não precisamos de ser grandes para fazermos grandes obras de arte.
Nos tempos livres, também gosto de jogar futebol porque é um desporto divertido e ajuda-me a crescer saudável.

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Ainda na máquina do tempo...

Por Tiago Lopes, 5º A
No dia 28 de Maio, o meu tio acabou de construir a máquina do tempo. Verificou se estava tudo em ordem para podermos partir e, depois de uma hora a inspeccionar a máquina, disse que estava boa. Com esta notícia maravilhosa, fui chamar o meu pai para vir também.
Entrámos os três, regulámos o marcador do tempo para 2500 a.C. e, em duas horas de viagem, chegámos ao destino meio atordoados.
Ao sairmos da máquina, reparámos que tínhamos pousado na floresta. Caminhando numa direcção qualquer, fomos dar a um palácio real, onde estava a começar uma prova que consistia em apanhar primeiro uma chave de ouro. Quem o conseguisse poderia ficar com grande parte da riqueza do rei. Eu e o meu pai participámos mas o meu tio preferiu ficar a assistir. Era difícil encontrar a chave naquela escuridão mas, mesmo assim, o meu pai conseguiu descobri-la.
Nisto, voltámos para o presente contando o ouro ganho. E, assim, passámos a viajar no tempo mês a mês, para não dar nas vistas.

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Tempos livres

Por Kevin Reis, 5ºC

Gosto muito
De bicicleta andar
Quando acabo
Vou para casa estudar.
Nos meus tempos livres …
Estudo
Vejo televisão
Mas não posso ver muito tempo
Televisão
Ai não, não!
E depois
O que hei-de fazer?
Eu não sei,
Já nem sei dizer!

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Uma estrela
no céu de Amesterdão

Carlos Domingos Gonçalves Santos, 5º C

Mouschi, o gato de Anne Frank

de José Jorge Letria

Resumo da obra

Era uma vez um gato muito curioso chamado Mouschi e a sua dona era Anne Frank. Viviam escondidos num sótão em Amesterdão, (cidade da Holanda). Anne Frank nasceu em Frankfurt. No ano 1942 fez 13 anos, e vivia refugiada no sótão do prédio da empresa do pai, porque era judia e os homens que governavam a Alemanha matavam todos os judeus . No dia em que Anne fez 13 anos, recebeu livros, caixas de bombons, um «puzzle», uma jóia e um diário onde escreveu a sua vida durante os dois anos que ali esteve refugiada.
Mouschi tinha medo de ficar só e tornar-se num gato vadio, mas isso só aconteceu quando os soldados descobriram o refúgio. Anne Frank escrevia o seu diário para uma amiga inventada a que deu o nome de kitty. Anne escrevia porque sentia que o que escrevia era a única forma de liberdade. Sentia que cada frase era uma porta que se abria para a luz.
Anne era uma menina curiosa e alegre. Tinha uma irmãzinha, a Margot. Miep Gies e mais três pessoas traziam-lhe alimentos e produtos de higiene. Miep tinha um toque especial que permitia saber quem era quando batia à porta.
Festejaram o primeiro aniversário do casamento de Miep no esconderijo secreto, foi Anne que fez a ementa. Um dia, juntou-se ao grupo o Sr. Pfeffer e disse que milhares de holandeses judeus tinham sido mortos e levados para campos de concentração.
A certa altura, a vida no refúgio foi mais difícil porque os fornecedores não podiam contar com as senhas de racionamento que davam acesso às gorduras. Por causa disso, os almoços e jantares no refúgio eram mais reduzidos. Os que viviam no refúgio não conseguiam dormir devido ao barulho dos aviões dos aliados que bombardeavam os alemães. Um dia, tiveram muito medo porque um saco de feijão rebentou ao guardarem os alimentos no sótão, pois Miep tinha conseguido alguns sacos.
Além desse barulho, havia outros: descobriram que eram ratazanas que andavam a comer os alimentos lá guardados e mandaram o Mouschi para o sótão.
Na semana seguinte, Mouschi apanhou quatro dessas ratazanas que faziam os barulhos e comiam os alimentos. Sentiu muita satisfação ao apanhar as ratazanas porque tinham o pêlo igual à cor da fardas dos alemães e sentiu como se tivesse a vingar-se deles.
Anne Frank gostava muito de escrever, o pai achava que ela podia ser uma boa escritora. Ela sentia-se muito triste e chorava. Então Mouschi acarinhava-a, falava com ela e encorajava-a. Um dia, uns ladrões assaltaram o esconderijo e levaram duas caixas com dinheiro, mas o pior foram as senhas que davam para comprar cem quilos de açúcar. Todos ficaram amedrontados com medo que os ladrões fossem dizer aos alemães do esconderijo.

Mouschi existiu realmente e foi levado para o anexo por Peter van Pels, um jovem companheiro de cativeiro de Anne Frank.
O dia-a-dia no anexo, a rotina de um grupo de pessoas refugiadas do terror nazi e a esperança numa libertação que acabou por não chegar, são assim contados neste livro por um animal de estimação que se transformou em testemunha singular de uma tragédia humana.


Naqueles dois anos em que Anne esteve no esconderijo as roupas deixaram de lhe servir, então vestia as de sua mãe e irmã. Anne vivia cada vez mais triste, dormia, escrevia e chorava. Depois de encher o seu diário, Miep trazia-lhe os livros de contabilidade do pai para Anne poder continuar a escrever. Anne foi-se tornando uma mulherzinha, e chegou a apaixonar-se por Peter. Então Mouschi ficou com ciúmes. Achava que conseguia fazê-la muito feliz, mas não passava de um gato...
Depois de tanto tempo no esconderijo, havia desentendimentos e algumas discussões, pois as pessoas viviam apertadas, tensas e amedrontadas. Anne foi crescendo e o espaço ia-se tornando cada vez mais apertado. Por vezes, a relação com a sua mãe e a irmã não era a melhor uma vez que tinham feitios muito diferentes. Tornou-se muito amiga de Peter e passavam muito tempo juntos. Anne, um dia, ouviu uma notícia no rádio que a tornou muito feliz. Em Março de 1944, um responsável holandês exilado disse que depois da guerra recolhiam todos os diários e então Anne teve a esperança que o seu pudesse ser lido e publicado. O maior sonho de Anne era ser uma escritora célebre e uma boa jornalista. Então Mouschi queria ser editor de livros ou director de um jornal para ajudar a sua querida amiga Anne Frank.
Durante aqueles dois anos, Miep, uma mulher muito corajosa, não faltou nenhuma vez a levar alimentos, livros, notícias da Holanda, arriscando a sua vida e podendo ser perseguida e o esconderijo descoberto.
No dia 21 de Julho, Anne termina o seu diário. Continua a acreditar que haverá dias melhores na sua vida.
O dia 4 de Agosto nasceu abafado e quente, e o Sr. Frank (pai de Anne) foi dar a aula de Inglês a Peter. Nesse mesmo dia, cinco homens, um deles fardado de polícia alemão e os outros quatro à civil, dirigem-se ao esconderijo. Era uma hora e trinta, todos eles com pistola na mão. Os refugiados não conseguem articular uma palavra. O homem fardado perguntou ao Sr. Frank por todos os objectos de valor, depois pega com violência na pasta de cabedal onde estão todos os documentos de Anne e atira-os para o chão violentamente. Levaram, num camião, todos os habitantes do esconderijo para o comissário da polícia alemã. Entretanto, Miep chega e, cuidadosamente, recolhe do chão todos os documentos e guarda-os numa gaveta de sua secretária. Pouco tempo mais tarde, a polícia veio esvaziar todo o anexo.
Mouschi ouviu dizer a Miep que todos os habitantes do esconderijo menos o Sr. Frank foram mortos no campo de concentração de Bergen-Belsen em Março do ano seguinte.
Mais tarde, o Sr. Frank regressa a Amesterdão para tomar conta dos escritos de sua filha que entretanto viria a tornar-se famosa após a publicação do seu Diário.
Mouschi achava que tinha sido melhor ter ido com Anne para poder morrer com ela. O seu amor e admiração por ela eram muito grandes. Um dia encontrou o Sr. Frank magro e de olhar vazio, sabia muito bem todo o sofrimento e saudade que ele sentia. Ainda miou junto dele para mostrar a sua solidariedade. Quando um coração de gato é sensível a tanta violência e crueldade porque será que os humanos não o são?...
Quando aparecer, em Junho, no céu de Amesterdão, uma estrela, essa estrela é Anne e, ao seu lado, estará uma estrela mais pequena que é o seu querido gato Mouschi.

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