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| Cília de Jesus Seixo, Professora de Filosofia |
No dia 26 de Janeiro, o Prof. Dr. Cassiano Reimão deslocou-se ao Cef, a convite do grupo de EMRC, para apresentar uma palestra subordinada ao tema: “Escola, Educação, e Valores”.
A intenção seria suscitar algumas questões de reflexão e debate a propósito dos objectivos que cada instituição escolar e cada educador, em particular, pretendem alcançar nesta área.
Começou por referir que o foco das questões relativas à educação está centrado no “tornar-se Homem”, sendo que cada indivíduo só se torna efectivamente Homem na construção de um projecto de vida livre e independente, que não resulte da repetição daquilo que o mestre diz, mas que seja resultado de uma apropriação crítica e pessoal.
A Escola tem, neste contexto, que ser pensada e repensada: que tipo de escola efectivamente queremos? Que modelo de escola se adapta ao tipo de homem que queremos construir? Já agora: que tipo de aluno pretendemos?
A resposta a estas questões vai-se elaborando na discussão de conceitos opostos
que se referem àquilo que está implícito na ideia de Escola:
- Aberta / fechada
- Pedagógica / didáctica
- Conformista / participativa
- Formativa / competitiva
- Lúdica / trabalho
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A educação deve respeitar a
hierarquia dos valores e realizar a totalidade da Pirâmide
axiológica (Max Scheler), respeitando esta sequência:
Valores vitais (biológicos) |
Que valores, na educação, para o 3º milénio? Os valores da pessoa, respondendo às grandes tensões do tempo
presente: |
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“Liberdade, o que
é? Disciplina, consciência e auto-limitação”. (Miguel Torga, Fogo Preso, p. 21) |
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Efectivamente, qualquer projecto pedagógico credível implica necessariamente a reflexão alargada deste tipo de questões e a auto-avaliação do desempenho e dos resultados obtidos em cada etapa vivida ou medida posta em prática; só avaliando resultados, é possível conhecer o caminho a seguir.
Numa época em que se continua a acreditar que a Escola não está ligada ao mundo do trabalho, o que é visível no nível de abandono escolar, torna-se urgente levar a escola à sociedade, permitindo a “eclosão de um pensamento crítico” que permita a cada jovem fazer as escolhas adequadas da vida adulta.
Paulo Freire dizia que “educar é um compromisso humano, uma auto-tarefa ajudada”; a escola e o projecto educativo deverão, por isso, assumir definitivamente a importância do papel que lhe é atribuído enquanto meio de transformação da sociedade, contribuindo para a resolução dos diversos problemas sociais que afectam a humanidade.
O Estado exerce uma função subsidiária na educação e deve financiar o estudante para poder exercer a sua liberdade de escolha sem quaisquer constrangimentos de ordem económica.
O país beneficiará com um sistema de ensino dinâmico e competitivo, que só um
sistema aberto e equilibrado permite alcançar.
Num país moderno, não basta a liberdade formal; exige-se a prática de uma
cidadania plena.
“Se quiseres um ano de prosperidade, semeia cereais. Se quiseres dez anos de prosperidade, planta árvores. Se quiseres cem anos de prosperidade, educa os homens”. (Provérbio chinês)