
Encontros com
os pais…
Numa iniciativa conjunta que envolveu o Gabinete de Psicologia e Orientação,
Coordenação do Ensino Secundário, e Directores de Turma, os pais dos alunos do
10º ano foram convidados a comparecer no CEF, nos dias 21, 23 e 24 de Fevereiro
do corrente ano. Assim, o dia 21 foi dirigido às turmas A, B e C, o dia 23 –
turmas D, E e F, e o dia 24 foi direccionado para as turmas G, H, e I.
No decorrer das diferentes acções, foi possível debatermos e partilharmos
algumas preocupações e expectativas no que diz respeito aos diversos percursos
formativos dos nossos jovens alunos. A reforma a que foi sujeito o ensino
secundário, acabou por ser o ponto de partida para a discussão conjunta,
analisando-se também os resultados escolares dos alunos até ao momento. Depois
disso foi apresentado um estudo realizado pelo Gabinete de Psicologia e
Orientação com os alunos do 10º ano, dando conta das expectativas dos mesmos em
relação ao ensino secundário, às escolhas profissionais a médio e longo prazo,
bem como de todas as preocupações e dificuldades com que se têm deparado.
Importa referir o interesse e a pertinência das intervenções dos encarregados de
educação, demonstrando mais uma vez que a interacção escola-família acaba sempre
por resultar em novas pistas de trabalho e abordagens cada vez mais integradas.
As preocupações são conjuntas, pelo que o desafio da EDUCAÇÃO é permanente e
aliciante, embora cada vez mais exigente.
P.S. No próximo número daremos conta de outros estudos e trabalhos levados a
efeito pela equipa do Gabinete de Psicologia e Orientação.
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No mundo contemporâneo, a consciencialização progressiva por parte dos
cidadãos da sua pertença a uma espécie de aldeia global, com a proliferação de
formas de conflitualidade, tanto a nível local como a nível mundial, faz emergir
nos membros da comunidade uma mudança nas suas preocupações.
Com efeito, das anteriores condições ego e etnocêntricas, o cidadão evolui para
uma situação de quase interveniente em acontecimentos sociais que o ultrapassam,
pela possibilidade que os media lhe oferecem de ser deles testemunha,
vincando-se cada vez mais a ideia de abolição das fronteiras tradicionais entre
universos geográficos, sociais e culturais.
Assim, a crença na dimensão universal e genérica do Homem vê-se posta em causa pela eclosão de uma pluridade de singularidades que configuram diferentes formas de pertença, de identificação para com os vários grupos sociais em que se insere.
Para se construir uma nova Sociedade multi/ intercultural, a primeira tarefa é Educar. Mas o que é isso de educar? Não é certamente manter apenas tradições, nem tão pouco o romper de normas
Educar é libertar, responsabilizar, sair de si e ir ao encontro do outro e de
todos os outros. Educar é também ensinar e aprender a viver com todos, e em que
os outros também saem beneficiados. Para que isto possa de alguma forma vir a
concretizar-se, é importante que haja uma consciência do pluralismo por parte da
Escola.
A Educação multi/ intercultural tem de reorientar as verdadeiras prioridades
para atitudes e determinados valores. Aprender a escutar o próximo, adquirir
aptidões comunicacionais com o diferente, apreciar ao invés de depreciar o
património cultural dos outros, descobrir o fascínio da diversidade, libertar-se
de preconceitos e estereótipos, são tarefas fundamentais da Educação actual.
A Escola tem de se adaptar à nova realidade que emergiu da massificação do ensino, que acaba por retirar ao Professor o seu carácter de excepcionalidade, deixando de ser um transmissor do saber, mas antes um organizador da curiosidade e criatividade dos alunos.
A Escola de hoje deve sim proporcionar condições para o sucesso educativo integral, onde os novos media (Internet...) devem estar presentes, e não estar apenas preocupada em avaliar conhecimentos nem seleccionar com base nessa avaliação.
No caso específico da relação da Internet com a Escola, convém não esquecer que ela se deve rodear de alguns cuidados, nomeadamente no acesso a alguns sites que de pedagógico nada têm. Sendo assim, todos nós com responsabilidade na Educação (pais, professores, psicólogos…) devemos ter sempre presente a nossa capacidade de selecção, e de crítica, ajudando os nossos alunos a consultar o que realmente interessa, guiando-os mas ao mesmo tempo dando-lhes autonomia nas suas viagens pela Internet.
Também o uso inadvertido do E-mail pode causar alguns transtornos, pois toda uma
série de informação pode chegar ao aluno sem que este consiga reagir de uma
forma adequada, obrigando mais uma vez o professor, o pai ou a mãe, a estarem
presentes para qualquer esclarecimento, principalmente no uso deste correio
electrónico.
Pela pertinência e riqueza de conteúdos que encerra,
reproduzimos seguidamente um dos muitos
estudos que vão sendo realizados sobre a necessidade de os pais estarem cada vez
mais atentos à segurança dos filhos na Internet.
No sentido de salvaguardar a autoria do mesmo, aqui fica o endereço - http://tek.sapo.pt/470/268576.html
- onde se pode ler na íntegra não só este mas aceder a outros contributos sobre
este tema.
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Cerca de 70 por cento dos pais estabelecem regras para o tipo de conteúdos com os quais os seus filhos interagem online. Esta é a principal conclusão de um estudo intitulado "The Disney Online Surf Swell Barometer", realizado pela Disney Online. As perguntas pessoais efectuadas por estranhos e o tipo de conteúdos com que as crianças interagem são as suas principais preocupações.
Também no que diz respeito ao tempo dispensado na Internet os pais demonstram uma preocupação cada vez maior, com 48 por cento a admitirem que estabelecem limites para o tempo que os seus filhos passam ligados à rede.
A preocupação no estabelecimento de regras e na orientação das crianças sobre a melhor forma de agir ministrada pelos pais tem vindo a contribuir para uma maior consciencialização das crianças relativamente aos perigos da Internet. Assim, quando questionadas sobre o que fariam perante solicitações inapropriadas online 42 por cento das crianças afirmaram que não responderiam, 34 por cento avisariam os pais e 23 por cento desligavam a ligação. Em 80 por cento dos casos as crianças afirmam que as indicações sobre o que fazer numa situação destas foram-lhes dadas pelos pais.
Noventa e um por cento das crianças afirmaram que, quando questionadas através da Internet por uma fonte desconhecida, não revelariam os seus nomes online, 96 por cento não dariam o seu endereço a ninguém e 99 não revelariam o seu número de telefone.
De acordo com o vice-presidente executivo da Disney Online, Ken Goldstein, estes números revelam um diálogo maior entre pais e filhos sobre a segurança na Internet. As crianças começam assim a perceber melhor as vantagens de navegar com segurança.
Apesar de considerar que não se podem comparar directamente com os dados do ano passado, a Disney Online afirma que os pais têm vindo a assumir um papel mais activo na regulamentação das actividades online dos seus filhos.
Quanto ao acompanhamento das crianças enquanto estão online, 88 por cento
dos pais afirmam que os seus filhos não têm ligação à Internet nos seus próprios
quartos, enquanto que 55 por cento dos pais afirmam mesmo que os seus filhos
estabelecem ligação à Internet com os pais ou mesmo toda a família presente.
"Os pais precisam de saber o que os seus filhos fazem online. É
especialmente importante que eles saibam que informação é que os filhos
partilham online e com quem", afirmou Parry Aftab, director executivo da
Cyberangels.org,
um programa educacional sobre segurança online.
No âmbito deste estudo foram realizadas 774 entrevistas a pais com filhos entre
os 4 e os 14 anos nos Estados Unidos. Foram ainda realizadas entrevistas a 400
crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 14 anos.
Todas as conclusões deste estudo foram utilizadas para o site
Surf Swell Island:
Adventures in Internet Safety,
um site que fornece, aos pais e às crianças, informações e recomendações sobre
segurança e privacidade online. O site conta com a participação das
principais criações da Disney: o Mickey, a Minnie, o Donald, o Goofy e a Daisy,
que conduzem o utilizador numa viagem online sobre a privacidade e a
segurança na Internet
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“MAUS EXEMPLOS NA INTERNET”
Alunos ficaram sem aulas devido a ameaça - Um jovem americano foi preso em virtude de ter enviado uma mensagem instantânea que ameaçava e assustou, o que fez com que as escolas de Nova Iorque encerrassem por um dia (...). (in revista “Interweb”- Maio 2001)
Rússia e Estados Unidos encerram site pedófilo - As autoridades russas e norte-americanas prenderam nove pessoas relacionadas com um site suspeito de ter vendido centenas de vídeos de pornografia infantil através da Internet (...). (In revista “Interweb”- Maio 2001)
A importância Por António José Castanheira
De que forma podemos contribuir para que os nossos
educandos adquiram hábitos de leitura?
Alguns pontos
1) A importância dos primeiros anos de vida, ou seja, a forma como a criança vai experienciar os seus primeiros contactos com a língua materna.
2) A diversidade do vocabulário da criança é proporcional à riqueza do vocabulário utilizado pela sua família.
3) Quanto mais ricas se evidenciarem as experiências precoces proporcionadas pela família através de pequenos contos, palavras assertivas em momentos oportunos, jogos/brinquedos didácticos relacionados com as letras, com as palavras e outras experiências práticas e enriquecedoras, mais fácil se tornará o gosto pela leitura (nesta altura não poderá haver falta de tempo por parte dos pais). Estes factores contribuem ainda para abrir mecanismos facilitadores para as futuras aprendizagens. Porquê?
4) Porque desde o momento em que nascemos, o nosso cérebro vai-se adaptando às nossas realidades contextuais através da construção de vias neuronais (conexão entre células nervosas). O cérebro motor, visual, auditivo e emocional necessitam de ser estimulados, assim como o desenvolvimento da linguagem e do pensamento.
5) Por exemplo, acredita-se que os circuitos cerebrais da música e da matemática estão relacionados: a introdução de música nos primeiros 2 anos de vida pode ajudar a capacidade futura da criança para desenvolver as aprendizagens referentes à matemática.
6) O papel da família e dos educadores, assim como o meio pré-escolar onde a criança está inserida, potenciam a capacidade para aprender a ler nos primeiros anos de escolaridade.
7) Penso que os pontos anteriores deveram explicar, um pouco, o porquê de alguns alunos sentirem tantas dificuldades ao nível da leitura, nomeadamente no 2º ciclo.
8) Comprometida a leitura, outras áreas ficaram lesadas, tais como: a expressão oral e escrita, a compreensão oral e a capacidade de atenção. De uma forma resumida, processos cognitivos que facilitam as aprendizagens escolares.
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