Criações do 5º Ano

O MAR

Ana Margarida, 5º C

Eu fui ao mar e provei água salgada.
Coitados dos peixes, será que não adoecem com tanto sal?
E as algas que sobrevivem naquele lugar verde!?
Peixes de todas as cores, algas de todos os feitios, sem mal…
E toda aquela água verde com sal.


A noite é fantástica
e diferente

Kevin Reis, 5ºC

A noite é linda,
É muito animada,
Até as crianças,
Fazem mais macacada.

A noite,
É diferente do dia,
Pois é ela,
Que nos dá alegria.

A noite é o contrário,
Dizem as pessoas,
E um mundo imaginário,
Traz histórias boas.

A noite é fantástica.
Fantástica e diferente,
Cheia de mistério,
Transforma o presente.
 

 

O RAPTO DO NARDO

Rui Marto – 5º A

Era uma vez uma planta que era gozada por ser muito vulgar. Chamava-se Tojo e vivia num jardim de luxo. Uma bela noite de Primavera o Tojo acordou e foi ter com o Nardo que era um grande amigo dele
- Nardo já estou farto de ser gozado.
- Mas, quem é que te goza.
- São os gladíolos, acham-se as melhores.
- Tenta ignorá-las.
- O tojo seguiu o conselho do amigo e ignorou as gladíolos. Na noite seguinte voltou a ir a casa do Nardo mas ele não estava lá. O Tojo viu um bilhete no chão que dizia: “Tojo fui raptado pelas Camélias. Se me quiseres ajudar tenta arranjar uma grande quantidade de água do lago do jardim.
O Tojo foi ao lixo procurar uma garrafa e encontrou. Logo a seguir dirigiu-se ao lago do jardim e encheu a garrafa.
Entretanto já em casa o telefone começa a tocar:
- Quem é?
- Sou a Camélia. Se quiseres o teu amiguinho de volta vai ter atrás da estátua às 00H30.
- Está bem.
Mas o Tojo era muito esperto e telefonou para a polícia, que eram os Girassóis.
Chega-se às 24H00 e o Tojo muito preocupado pega na garrafa e pede ao Vento para o levar.
- Chegaram as Camélias – dizia o Tojo muito assustado. Onde está o Nardo?
- Está aqui. E onde está a garrafa?
- Está aqui.
Fizeram a troca e de repente a polícia chega e prende as Camélias.
A notícia espalha-se e o Tojo nunca mais foi gozado pela coragem que teve ao salvar o seu grande amigo Nardo.

O Rei Menino...

(Continuação do texto)

- Sua Alteza! Não estou a compreender. - Disse o criado de quarto.
- Não é para compreenderes! O que me apetece mesmo é ir andar de patins no jardim. -Disse o Rei Menino.
No palácio, todos ficaram admirados com o sucedido, mas o Rei Menino, era apenas uma criança e o que ele gostava mesmo era de brincar como todos os meninos da sua idade. Assim, brincou durante toda a manhã e o Conselho de Corte só se realizou à tarde.
A partir daí os conselheiros reuniam com o Rei Menino apenas durante a tarde para que o Rei Menino pudesse brincar como todos os meninos da sua idade.
 

Alícia Prazeres Figueira da Silva, 5º C

O gladíolo é uma flor muito interessante.
Além de ser muito orgulhosa do sítio onde vive, o jardim de buxo, também o acha o lugar mais chique do jardim.
Eu gosto muito desta flor porque foi ela quem teve a ideia de realizar a festa, para mim a parte mais interessante da história. Esta relaciona-se muito bem com as flores de estufa e gosta muito das tulipas. O seu único desgosto é não ser tulipa. Acha-se superior a quase todas as outras flores.
É uma personagem fantástica e maravilhosa.

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Luís Pedro Alves, 5º C
 
O João, o Francisco, o Rui, o Carlos e o Jorge eram cinco amigos inseparáveis que tinham decidido ir à Serra da Estrela. Então, na quarta-feira lá foram apanhar o comboio. Durante duas horas conversaram imaginando o que os esperava durante os três dias. Por fim, chegaram e foram num táxi até à Covilhã. Quando chegaram ao hotel, por volta das oito horas, estavam exaustos e acabaram por adormecer. No dia seguinte foram numa excursão, de autocarro, até à Serra da Estrela. Quanto mais subiam mais ansiosos estavam, pois nunca tinham lá ido. A paisagem era linda e, quando chegaram, ficaram maravilhados com o que viram: a neve era muito branca e fria e os montes tapados por ela pareciam um tapete branco. As crianças e até os adultos divertiam-se à grande escorregando dentro de sacos de plástico ou em trenós que havia à venda na torre. Eles apressaram-se logo a irem divertir-se também. Cada um meteu-se dentro de sacos de plástico que trouxeram e lá foram escorregar. Acharam muito divertido mas de repente o Jorge caiu dentro de um buraco. Os outros foram ver o que tinha acontecido quando ficaram muito espantados.

- Este buraco não foi feito por acaso! – comentou o Francisco.

- Tens razão – concordou o Jorge que se levantava com algumas dores – olha para ali! – ordenou.

-Uma passagem secreta! – exclamaram.

De facto, todos verificaram que havia ali uma espécie de passagem secreta.

- Entramos? – perguntou o João, que era muito atrevido.

Todos concordaram. O Rui que era o mais forte levantou a madeira que tapava a passagem secreta e avançaram de gatas e em fila indiana. A passagem ia dar a uma casa e como não ouviram barulho entraram pelas traseiras. A casa era pequena e só tinha dois compartimentos: um quarto e uma pequena sala onde havia várias gavetas, todas fechadas às sete chaves. De súbito ouviram um ruído. Ficaram imóveis durante alguns segundos e depois surgiram as perguntas: Que foi isto? Terá sido uma ratazana? Está mais alguém em casa?

- É melhor voltarmos para trás! – sugeriu o Francisco.

- Concordo – disse o Jorge.

E assim foi. Voltaram para trás tirando dúvidas e pensando no que deviam fazer.

- Eu acho que não devíamos lá voltar – disse cautelosamente o Carlos –. Esquecíamos o que aconteceu e visitávamos as terras que tínhamos combinado.

- Eu não! Eu vou tirar a limpo este mistério sobre a passagem secreta e sobre o ruído na casa porque não deve ter sido uma ratazana. Quer queiram quer não queiram.

Todos pensaram que não deviam deixar o amigo sozinho.

Então, no dia seguinte, voltaram à serra num táxi, entraram na passagem secreta e quando chegaram à casa ouviram duas pessoas a conversar e puseram-se à coca:

- Ontem cinco rapazes andaram aqui a rondar a casa, mas eu escondi-me e tranquei a porta para eles não suspeitarem de nada. Mas depois deixei cair a chave de fendas que tinha na mão. Eles ficaram assustados e foram-se embora.

- Então quer dizer que andavas a transportar o material das gavetas para a garagem e entraram aqui pessoas. Tu escondeste-te, deixaste cair a chave de fendas mas eles foram-se embora com medo. Seu estúpido, podias apagá-los que estávamos mais descansados! Agora podem contar à polícia...
Rui tocara num vaso, os dois homens aperceberam-se, pegaram em armas e vieram ver o que era.
 
O chefe deu um tiro para o ar e todos ficaram imóveis. Só Rui conseguira escapar sem que os homens dessem por isso. Os outros foram apanhados e amarrados com cordas e foram levados para o quarto. Os homens transportavam muitas peças de ouro de valor incalculável para uma porta que antes era um quadro. Portanto, era um quadro que servia para tapar uma outra passagem secreta que tinha escadas que iam dar a uma garagem onde os homens tinham um carro com um porta bagagens grande que servia para guardar o ouro.
 
Rui pensou em ir chamar a polícia mas não tinha provas suficientes e como era menor ainda lhe podiam dizer para ir ao médico porque estava com visões. Assim, decidiu esperar que o chefe fosse dentro da passagem secreta e depois entrar em casa sorrateiramente, tentar passar pelo outro homem sem que ele o visse e soltar os amigos. Mas o que ele previu foi até mais fácil. Mal o chefe entrou na passagem secreta ele entrou na casa muito sorrateiramente. O outro homem lembrou-se que, da primeira vez tinha visto cinco rapazes e não quatro e chegou-se à passagem secreta para o comunicar ao chefe. Rui aproveitou e deu-lhe um pontapé. O homem caiu para dentro da passagem secreta. O Rui trancou a porta da passagem e foi soltar os amigos para irem telefonar à polícia. Depois dos homens estarem presos o chefe da polícia explicou-lhes quem eram os homens:
 
- Aqueles homens eram ladrões que andavam a roubar aqui perto, em Espanha, famílias muito ricas que tinham muito ouro, e preparavam-se para partirem para a América com o ouro. Estavam a transportar o ouro para a carrinha, para irem para o aeroporto e fugirem, até vocês chegarem. Vocês foram muito corajosos por terem ajudado a prender estes bandidos, por isso, os donos do ouro mandaram-nos dar-vos uma parte dele por o terem recuperado.
Assim, os cinco amigos foram passar o seu último dia na Serra da Estrela com ainda mais animação.
 
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