Uma aventura no Parque Arqueológico de Foz Côa

Entre os dias 23-25 de Abril de 2005, um grupo constituído por 46 alunos do 3º ciclo partiu com o entusiasmo de quem vai fazer um percurso arqueológico património da humanidade, mas também descobrir as várias vilas medievais fortificadas (Belmonte, Castelo Rodrigo, Torre de Moncorvo, Marialva e Trancoso) com os seus castelos, casas (incluindo a judiaria), ruas estreitas e igrejas. Através das manobras ao volante do Sr. Aquilino, fomos admirando a paisagem envolvente com o rio Côa a espreitar entre amendoeiras e vinhas, ao som dos nossos trovadores e músicos de serviço sempre atentos a novas melodias. Entre jogos, conversas soltas e passeios imprevistos divertimo-nos muito na Pousada da Juventude. Há ainda a recomendar o chá e os bolinhos de amêndoa…

Na impossibilidade de apareceram todas as fotografias desta visita, aqui deixamos um breve testemunho… Foi uma viagem que para a deixou saudades, ficando na memória três dias de pura aventura!

 

CLUBE DE HISTÓRIA “Viajantes do Tempo”

 
Pequena paragem para apreciar a paisagem do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Deslocação em jipe ao núcleo de Penascosa (possui 22 rochas gravadas com motivos paleolíticos em xisto) em grupos de 8 pessoas com visita guiada.
Em Foz Côa conhecemos e vimos indirectamente a inteligência de povos que conseguiram viver só a partir da natureza.
 
 
Belmonte foi terra de pertença da família Cabral, nome associado ao descobridor Pedro Álvares Cabral. Foi a nossa primeira paragem onde pudemos ver o castelo do séc. XIII que conserva ainda a sua torre e janela manuelina.
 
Em Belmonte quase que inaugurámos o Museu Judaico que regista a forte presença da identidade hebraica nacional. Muitas das peças apresentadas, como esta MENORAH (Candelabro de sete braços que simboliza a árvore da vida, e os sete planetas ou as sete palavras que compõem o primeiro versículo do Génesis) estiveram escondidas ou dissimuladas durante séculos em virtude das perseguições da Inquisição.
 
Depois de uma noite “turbulenta” acordar na Pousada da Juventude de Foz Côa revelou-se difícil, pelo menos para alguns…
 
Torre de Moncorvo: Igreja-matriz do séc. XVI, a maior de Trás-os-Montes. Os mais gulosos tiveram ainda tempo para saborear os doces e as amêndoas típicas de Moncorvo.
 
 
Gravuras rupestres em associação. Em grande destaque encontra-se um auroque (bovídeo) com cerca de 30 000 anos. O Vale do Côa é considerado um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo, tendo sido considerado em 1998 Património da Humanidade.
 
Foto proveniente do Museu do Ferro e da região de Moncorvo que retrata a exploração do ferro na Serra do Reboredo, onde jazem mais de 670 milhões de toneladas de minério de ferro.
“Ao fim de um grande passeio em Trancoso, soube tão bem descansar num belo e confortável túmulo visigótico. Era mesmo do meu tamanho!” (Alexandre)
 
Num momento de pausa a aguardar pela visita ao Parque Arqueológico as Professoras sorriem para a câmara…
 
Ruínas da cidadela medieval de Marialva
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Pelourinho e torre da Igreja convivem em boa harmonia em Castelo Rodrigo
 
 
 
Ao longo da visita guiada a Trancoso pela guia do Turismo Dr.ª Paula, houve oportunidade para a foto da praxe.
 
Almoço convívio em Trancoso. O restaurante recomenda-se…
 

Escrever... Viajar!
Escrever é uma das actividades mais solitárias do mundo. Uma vez em cada dois anos, vou para a frente do computador, olho para o mar desconhecido da minha alma, vejo que ali existem algumas ilhas – ideias que se desenvolveram e estão prontas para ser exploradas. Então, agarro no meu barco – chamado Palavra – e resolvo navegar para aquela que está mais próxima. No caminho, defronto-me com correntes, ventos, tempestades, mas continuo a remar, exausto, agora já consciente de que fui afastado da minha rota: a ilha a que pretendia chegar deixou de estar no meu horizonte.

Paulo Coelho, Zahir

Informações úteis
Todas as visitas ao Parque Arqueológico terão que ser marcadas. Existem três núcleos de arte rupestre: Canada do Inferno (Vila Nova de Foz Côa) com 1h30m de duração de visita; Ribeira de Piscos (Muxagata) com 2h30m de duração de visita e o da Penascosa (Castelo Melhor) com 1h30m de duração de visita. Todos os contactos devem ser feitos para o 279 – 768 260/1. Devido ao intenso calor no Verão, a melhor altura para ver as gravuras é na Primavera ou no Outono.

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