Há
cem anos tinham sido descobertos os raios X, o raio catódico, o electrão e a
radioactividade, e inventado o Ohm, o Watt, o Kelvin, o Joule, o Ampere e o
pequeno Erg.
Além disso, tinham sido enunciadas, entre outras, leis do universo como a Teoria
da Luz como Campo Electromagnético, a Lei das Proporções Recíprocas (Richter), a
Lei dos Gases (Charles), a Lei dos Volumes Combinados, a Lei do Zero Absoluto, o
Conceito de Valência, a Lei da Acção das Massas…
Mas eis senão quando todo o trabalho científico parecia estar terminado,
faltando “só mais uns torreões e pináculos a acrescentar” a tão belo edifício,
os cientistas se encontram à deriva no meio de um confuso universo de partículas
e antipartículas…
O mundo deslocava-se do mundo da macrofísica para o da microfísica, onde os
acontecimentos se manifestam com uma impensável rapidez e em escalas muito
abaixo dos limites da imaginação. Entrava-se na era quântica (uma porta
empurrada em Berlim por um senhor chamado Max Planck), mas o acontecimento-chave
deu-se em 1905 quando, uma revista alemã de Física chamada Annalen der Physik,
publicou uma série de ensaios escritos por um jovem burocrata suíço, excluído de
lugares de ensino (não só universitário mas mesmo liceal) – Albert Einstein.
No primeiro ensaio, este simples funcionário do Registo de Patentes de Berna
discursava sobre a física dos fluidos nas palhinhas de beber e explicava a
natureza da luz, criando (ou reinventando) a Teoria da Relatividade. Por isso,
recebeu mais tarde o Prémio Nobel; por isso, este é o Ano da Física e de
Einstein (morreu há 50 anos); e, por isso, lhe dedicamos esta página.
A famosa equação E=mc2 não era mencionada no referido artigo: para os mais
distraídos, significa que entre massa e energia há uma equivalência – a energia
é a matéria libertada; a matéria é a energia à espera de acontecer ou, por
palavras simples, dado que a letra “c” se refere à velocidade da luz
(constante), que é multiplicada por si mesma, existe uma quantidade enorme de
energia contida e aprisionada em todas as coisas materiais…
Não tendo espaço para aprofundar este tema nem para apresentar a extraordinária
biografia de Einstein, e muito menos para falar (explicar seria impossível para
um leigo na matéria) da Teoria da relatividade e dos conceitos que lhe estão
associados (espaço-tempo...), remetemos para a fonte bibliográfica em que a
Tatiana baseou este seu contributo e, sobretudo para o livro de Bill Bryson,
intitulado “Breve História de Quase Tudo” (Quetzal Editores), uma obra cuja
leitura é verdadeiramente apaixonante. (Fp)
por Tatiana das Neves, 10º B
Não há melhor laboratório de física e química que a nossa Cozinha! Tudo o que acontece na nossa cozinha, desde o acender do fósforo, ao cheiro dum bom cozinhado tem uma explicação científica. Na verdade, por muito tempo que passemos na cozinha não temos resposta para muitas das nossas perguntas. Se Einstein estivesse vivo certamente nos explicaria a ciência por detrás das nossas actividades culinárias ou talvez inventasse uma nova teoria, esta agora, relacionada com culinária. Apresentamos algumas respostas de peritos na matéria às nossas perguntas.
O peixe acabado de pescar não cheira a nada, mas entra em decomposição algumas horas depois e então começa a cheirar mal. O cheiro provém de produtos da decomposição nomeadamente, o amónio, compostos sulfurosos e substâncias químicas chamadas aminas, que resultam da decomposição dos aminoácidos em proteínas. Agora, sempre que for à peixaria e o peixe tiver um leve cheiro, não o deixe de comprar por causa disso, mas se tiver um cheiro activo, talvez seja melhor não o comprar.
As delícias do mar são, simplesmente, carne de peixe, que foi picada e montada em formatos parecidos com marisco. Para que os bocados de peixe pareçam marisco, são secos, esfiapados e acrescentam-lhes vários ingredientes como amido e clara de ovo.
A comida tem que rodar enquanto é cozinhada, para que a intensidade das microondas seja uniforme em todo o compartimento do forno e o alimento seja submetido à mesma potência de aquecimento.
Entre outras explicações, o presunto perto do osso é mais saboroso porque os ossos que estão dentro da carne e os seus contornos não assam tão depressa como o resto da carne. Deste modo, quanto mais crua mais suculenta e saborosa é a carne.
O açúcar mascavado ou açúcar escuro é apenas menos refinado que o branco. Não tem mais minerais do que o branco, na realidade, grande parte desses minerais encontra-se na terra das plantações de açúcar. Portanto, o açúcar mascavado tem a mesma quantidade de calorias, a mesma quantidade de açúcar que o branco, simplesmente tem mais impurezas. Além disso, para ser vendido também sofre refinação, deste modo não há qualquer diferença entre ingerir açúcar branco ou escuro.
Ao baterem-se cinco quilos de massa, com água e farinha num enorme batedor é impossível evitar que entre ar, para o preparado. Ao colocar a massa das bolachas nas formas e no forno, estas bolhas de ar presas vão expandir-se e podem até mesmo rebentar. Desta forma, para evitar que tal aconteça inventaram um cilindro com piquinhos que roda por cima da massa, deixando os pequenos orifícios.
Ferver com tampa é naturalmente mais rápido. Quando se ferve com tampa cria-se vapor à superfície, que transporta uma quantidade crescente de energia que aumenta a temperatura da água. Quanto maior é o seu ponto de ebulição, mais energia têm as suas moléculas, que é inútil perder, como acontece quando se cozinha sem tampa.
Algumas datas |
“Supernovas” |
| 1879 -
Nasce em Ulm (Alemanha), cidade “de matemáticos” 1901 - Torna-se cidadão suíço 1905 - Publica alguns artigos na revista Annalen der Physik, sobre o “quantum de luz e o efeito fotoeléctrico” (origem da televisão), sobre o movimento das partículas suspensas em fluidos em repouso, e sobre as interacções das moléculas - massa e energia são intercambiáveis... 1909 - Professor de Física teórica em Zurique. 1916 - Publica os “Fundamentos da Teoria da Relatividade Geral” 1922 - Prémio Nobel de Física (pela descoberta da lei do efeito fotoeléctrico) 1931 - Encontro com Edwin Hubble: o universo está em expansão 1939 - Carta ao presidente americano Roosevelt, recomendando a pesquisa sobre armas nucleares. 1940 - Torna-se cidadão americano. 1952 - Recusa oferta para se tornar o 1º presidente de Israel 1955 - A sua última carta é enviada
a Bertrand Russell, aceitando assinar o manifesto que convida todos
os países a renunciar às armas nucleares. |
Perscruto em noite escura como breu um suspiro luminoso no fundo do universo. Como pirilampo moribundo destrinço no grande alfobre de estrelas que embeleza uma mínima parte do quintal ilimitado de Deus a luz de uma estrela já extinta que empregou 60 milhões de anos a percorrer o espaço intergaláctico para surpreender o meu olhar, para ferir o meu coração, atónito, no brilho instantâneo de uma sensação de maravilha! (fp) |