Após
a morte de João Paulo II, os cardeais eleitores escolheram Joseph Ratzinger
para lhe suceder na cátedra de São Pedro. O eleito escolheu o nome de Bento
XVI, para homenagear Bento XV, o Papa da Iª Guerra Mundial, e São Bento, um
dos padroeiros da Europa.
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Houve até hoje 265 Papas, desde S. Pedro, que morreu mártir no ano 64 depois
de Cristo, em Roma.
30 Papas morreram mártires, 4 faleceram no exílio e um na prisão; 9 pontífices
desapareceram em circunstâncias violentas: 6 assassinados, 2 mortos devido a
ferimentos durante revoltas e um, o único Papa português, João XXI (Pedro
Julião), em 1276, pelo desabamento do pavimento do Palácio de Viterbo. 85 Papas
foram santificados e 7 beatificados.
O pontificado de Urbano VII foi o mais curto da história da Igreja: 13 dias. O
mais longo, 34 anos, foi o de São Pedro. Depois dele, Pio IX reinou mais de 32
anos (de 1846 a 1878) e João Paulo II 26 anos e meio. 13 outros Papas reinaram
mais de 20 anos, mas a média de duração dos pontificados é de 8 anos.
Desde Simão Pedro, o período mais longo de “sede vacante” (sem haver Papa na
Igreja) foi de três anos, sete meses e um dia (de Outubro de 304 a Maio de 308),
entre Marcelino e Marcelo I.
A criação do conclave, em 1274, deve-se à demora na escolha do sucessor de
Clemente IV. Já tinham passado dois anos e nove meses de deliberações, quando os
habitantes de Viterbo, onde os cardeais estavam reunidos, decidiram fechá-los à
chave (cum clave) e mantê-los a pão e água para acelerar a decisão.
Gregório X regulamentou a prática, que foi submetida a 53 reformas.
Paulo VI fixou em 120 o número de cardeais eleitores, cuja idade não pode
superar os 80 anos.
A regra de eleição por maioria de dois terços, mudada por João Paulo II para 50%
mais um, foi introduzida por Alexandre III, em 1180.
Este mesmo pontífice criou o Sacro Colégio dos Cardeais, cujo número mudou de 10
para 20 em três séculos. Em 1585, Sisto V aumentou o número para 70, em honra
aos 70 anciãos que assistiram Moisés.
Ao deixar o seu nome de baptismo, os Papas respeitam uma tradição iniciada por Gregório V em 996. Antes do século X, somente 6 Papas mudaram o próprio nome, por diferentes motivos, como João II (532), mas nenhum Papa adoptou o nome de Pedro. Os nomes de Papa mais frequentes são os de João (23 vezes), Gregório e Bento (16), Clemente (14), Leão e Inocêncio (13) e Pio (12).
Este termo provém do vocábulo pontifex – “construtor de pontes”, título sacerdotal usado nos ritos pagãos de Roma, designando aquele que, pelo seu ofício de sacerdote, formava o elo (ponte) entre a vida na Terra e no Além. A expressão pontifex maximus (Sumo Pontífice) era uma das expressões do culto divino dirigido ao imperador romano, e apenas a este.
Este termo é formado pela junção das primeiras sílabas de duas palavra
latinas: PAter PAtrum – “pai dos pais”.
O Anuário Pontifício (quase 2.500 páginas de informações sobre o Vaticano e a
Igreja), abre com a seguinte definição do Papa:

Bento XVI, Bispo de Roma,
Vigário de Jesus Cristo,
Sucessor do Príncipe dos Apóstolos,
Sumo Pontífice da Igreja Universal,
Patriarcado Ocidente,
Primaz da Itália,
Arcebispo Metropolita da Província Romana,
Soberano do Estado da Cidade do Vaticano,
Servo dos Servos de Deus.