Sugestões de leitura

Como acontece com todos os livros de Paulo Coelho, também a sua obra mais recente, Zahir – nome que, em árabe, significa “visível, presente, incapaz de passar despercebido” – atrai inevitavelmente a atenção do mundo da cultura em todo o mundo e a sua leitura não pode deixar de ser também aqui aconselhada.
Editado pela Pergaminho, este é um livro diferente do grande escritor brasileiro, cheio de motivos de reflexão e “desafios” ao pensamento e sentimento dos leitores. Logo no início, surge esta preciosidade: “Novamente a liberdade, mas é apenas uma sensação; liberdade não é a ausência de compromissos, mas a capacidade de escolher e de me comprometer com o que é melhor para mim” (pág. 29).
É forte a tentação de deixar aqui uma fiada de outros pensamentos, mas sendo o espaço de um jornal tão cobiçado (e caro) como os terrenos do centro de uma grande cidade histórica, ficam as palavras de fecho do livro, na contra-capa – “…tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar” – e o convite a descobrir a quem se refere o pronome que sublinhámos nesta citação.
É que Zahir designa também outras coisas: em Buenos Aires, é uma moeda corrente de 20 centavos; em Java, refere-se a um cego da mesquita de Surakarta, apedrejado...; na Índia, já foi nome de tigre e, na Pérsia, de um astrolábio... Qual será o teu “Zahir”? Românticas metáforas com cegos, bússolas, tigres... ou moedas? (Fp)

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Senhor dos Anéis
Trinitá, 12ºD

O Senhor dos Anéis é um livro escrito por J.R.R. Tolkien. E é um dos livros que foi transformado em filme, sendo por isso mundialmente conhecido. O filme além de ter sido o primeiro com estreia mundial, ou seja, estreou em todas os cinemas do mundo no mesmo dia, arrecadou imensos Óscares, sobretudo o último “O Regresso do Rei.

Os livros, apesar de não nos mostrarem imagens gráficas, estão repletos de pormenores, e levam-nos a criar as imagens das nossas personagens... um mundo imaginário. E quando uma pessoa assiste ao filme depois de ter lido os livros repara sempre que sai um pouco desiludido, não pela maneira como foi elaborado, porque no Senhor dos Anéis tudo é fantástico, o tamanho das cenas, as personagens que envolveram.., mas reparei que muitos pormenores foram descurados. Pormenores que se quiserem saber, leiam o livro.

Eu a olhar para o tamanho do livro, ou melhor, dos livros nunca pensei em conseguir lê-lo, sendo este um dos seus maiores atributos, ou seja, apesar do tamanho da história nunca se tomou aborrecida, tinha sempre vontade de ler mais, e mais... Como toda a gente sabe, O Senhor dos Anéis tem três livros, “A Irmandade dos Anéis”, “As Duas Torres” e por último “O Regresso do Rei”.

O livro conta a história de um portador de anel, que tem como objectivo levar o anel para o mundo das trevas para que este seja destruído, visto ser essa a única maneira. E formada uma irmandade por vários povos daquela Era (Terceira), com um representante dos elfos (Legolas), um representante dos anões (Gimli), dois homens (Aragorn e Boromir), um feiticeiro (Gandalf), e por fim quatro hobbits (Frodo, Sam Merry e Pippin), entre os quais o portador do anel (Frodo). No caminho vão encontrar vários perigos como era de prever.

É um livro que eu recomendo e que para mim está no topo há muitos anos, desde a primeira vez que li. Acho que todos vós vão gostar, apesar de certamente já terem visto os filmes.

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O código da Vinci

Tiago Catarino, 12°G

O Código da Vinci é sem dúvida o ‘best seller’ de Dan Brown que maior sucesso obteve em todo o mundo.
Obteve esse sucesso merecidamente, pois trata-se de um romance que, apesar de estar envolvido em polémica, capta a atenção do leitor através dos muitos elementos científicos brilhantemente acoplados a factos da nossa história mundial.
A obra protagonizada por Robert Langdon gira em tomo do Santo Graal, nome geralmente associado ao cálice por onde Jesus bebeu na última Ceia com os Apóstolos.
O segredo do Santo Graal foi protegido desde sempre por uma organização secreta, o Priorado de Sião, fundada em 1099, da qual alguns dos seus mais ilustres membros foram Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo da Vinci.

Enredo

Robert Lagdon, conceituado simbologista de Harvard, está em Paris para realizar uma palestra, quando recebe a notícia de que Jacques Saunière, conservador do museu do Louvre, foi encontrado morto. Robert Langdon, desconhecendo que é o principal suspeito do crime e desconhecendo também que Jacques protegia o segredo do Santo Graal na actualidade, vê-se obrigado a fugir da polícia para conseguir decifrar os códigos que encontrou junto do cadáver, ajudado pela criptologista Sophie Neveu.

Mas, na busca do significado dos códigos associados às obras de Leonardo da Vinci, Robert e Sophie são perseguidos também pela Opus Dei, uma seita religiosa conhecida pelas suas práticas pouco ortodoxas, que não quer que o mundo tome conhecimento do verdadeiro segredo do Santo Graal, pois não se trata do cálice de Jesus, mas sim de uma série de documentos que relatam a sua vida conjugal com Maria Madalena, sua mulher, e de quem teria tido descendência...

O Código da Vinci é uma obra empolgante que proporciona muitas horas de boa leitura, mas cujo conteúdo não deve ser levado a sério, pois trata-se de um romance e, como tal, contém (alguns) factos fictícios. Não se trata de uma obra anticristã, como foi considerada pelo Vaticano; trata-se, sim, de um relato da mente criativa de um escritor que decidiu expor ao mundo através do papel uma das suas muitas ideias dignas de serem recordadas no futuro!

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“Milhões" de “Frank Cottrell Boyce

Uma obra de corpo e alma

Por Lígia Lopes, 8ºA
Versão reduzida

Esta obra tem vários elementos muito importantes que se podem comparar a situações de vida real. Uma obra que nos entrega de corpo e alma à sua leitura e nos faz reflectir e analisar sobre nós próprios.
Esta fala do problema que dois jovens tiveram ao encontrar um saco com uma elevada quantia de dinheiro que os levou ao caminho da preocupação e da mentira.
Após confusões passadas penso que o livro nos demonstra que às vezes o pouco que nós temos nos acarreta mais felicidade e menos confusões e preocupações. O envolvimento destes dois jovens em mentiras foi de tal forma colossal que os deixou sem reacção e sem paz de consciência. A mentira vem sublinhada como uma das mais originárias confusões, preocupações e incómodos que nos levam a reagir de certas formas por vezes pouco correctas. O facto de a mãe dos dois protagonistas já ter falecido talvez tenha contribuído para certas maneiras de pensar e a confusão gerada tenha servido para mudar as suas maneiras de cogitar e encarar a vida.
Um livro que termina de forma feliz mas que poderia ter tido outro final. Uma obra que nos deixa a pensar e que vale a pena ler.
 

Comentário integral sobre o livro

A história, por assim dizer, começa com a mudança de casa de dois jovens que perderam a mãe e vivem só com o pai. Damian, o rapaz mais novo, é muito apegado aos santos sabendo do que estes são padroeiros (arranjando sarilhos por vezes devido a essa sua obsessão) e segue à risca os conselhos do pai como por exemplo ser excelente em tudo o que faz, entre outras coisas. Porém o seu irmão mais velho aproveita o facto de a sua mãe ter morrido para conseguir muitas coisas das pessoas interessando-se também por imobiliária e em investimentos.

Faltam dezassete dias para a mudança da moeda, ou seja as libras vão ser substituídas pelos euros e é aqui que todo o problema surge pois enquanto Damian se encontra na sua ermida (um espaço arranjado por ele no jardim de sua casa) passa um comboio cujo destino é levar as antigas libras para serem queimadas para se poderem assim substituir pelo actual euro. Um desses sacos que viajava no comboio a fim de ser queimado cai de dentro do comboio indo contra o espaço onde Damian se encontra. Após esta descoberta de um saco cheio de dinheiro este conta ao irmão que o aconselha a não dizer nada ao pai apesar das insistências de Damian para que não ocultassem o segredo do pai deles.

Ao mesmo tempo estes sentem-se contentes por terem um segredo tão valioso só deles levando-os a trocarem sorrisinhos durante todo o tempo. Mas essa alegria desvanece-se depressa pois o dinheiro começa a trazer problemas. O tempo para gastarem tanta quantia em tão pouco tempo origina uma preocupação de onde o utilizar. Na escola que estes frequentam o dinheiro já não tem valor pois estes pagam quantias elevadas por simples coisas que os colegas lhes façam. Com tantas coisas já compradas torna-se ainda mais difícil inventar mentiras ao pai para justificar a presença de elevados materiais. Apesar destas embrulhadas todas, Damian ainda pensa nos santos e decide gastar algum dinheiro com eles e imitar proezas de alguns levando-o a ter visões.

O tempo começa a esgotar e a ideia de Anthony seria comprar uma casa que depois, no futuro, lhes poderia dar lucro compensando assim o dinheiro investido, mas devido ao facto de serem ainda jovens a senhora presente no imobiliário não lhes deu qualquer atenção. Após este fracasso de investimento, Damian acha que o melhor seria entregar o dinheiro aos santos dos últimos dias (rapazes que vivem na sua rua que são muito pobres e que têm como lema ajudar os outros). Após esta decisão, eles vão metendo pequenas quantias de dinheiro pela caixa do correio deles. O problema complica-se com a chegada de um indivíduo que lhes começa a perguntar se não viram nenhum saco de dinheiro. Depois do sucedido Anthony não consegue esconder mais ao irmão, conta-lhe que o dinheiro é roubado e diz-lhe para ter cuidado pois provavelmente aquele sujeito que lhes colocou as questões seria um dos assaltantes.

Estes envolveram-se de tal forma em mentiras que começa a ser difícil esconder ao pai a verdade e a uma amiga que este conheceu na escola dos filhos.

Após uma situação em que o Damian tem que fugir do ladrão que se encontra interessado no dinheiro, eles estes contam toda a verdade ao pai e o pai decide ficar com o dinheiro pois achava que o merecia. Reconfortado por ter finalmente contado a verdade ao pai, Damian deixa de pensar nos problemas quando lhe aparece o ladrão e diz para lhe levar o dinheiro à rua quando este lhe mandar um toque pelo telemóvel. Quando Damian vem cá abaixo disposto a entregar o dinheiro ao ladrão, abre a porta e vê uma multidão de pessoas que sabendo a quantidade de dinheiro que aquela casa guarda decidem vir pedi-lo. O resto da casa acorda e o pai de Damian vem cá fora. Enquanto isso, Damian vem pelas traseiras de casa e queima o dinheiro todo na linha do comboio. A polícia chega e diz que foi o melhor pois esse era o destino do dinheiro. Após esta confusão toda ter acabado, decidem todos ir dormir, mas a amiga do pai volta atrás e dá ao pai do Damian e do Anthony algum do dinheiro que tinha guardado. O pai deles também admite ter guardado algum, assim como Anthony, por ser o Damian o único honesto.

Esta obra tem vários complementos muito importantes que se podem comparar a situações de vida real. Uma obra que nos entrega de corpo e alma à sua leitura e nos faz reflectir sobre nós próprios.

Após estas confusões todas acho que o livro nos demonstra que às vezes o pouco que nós temos nos acarreta mais felicidade e menos confusões e preocupações. O envolvimento destes dois em mentiras foi de tal forma colossal que os deixou sem reacção e sem paz de consciência. A mentira vem sublinhada como uma das mais originárias confusões, preocupações e incómodos que nos levam a reagir de certas formas por vezes pouco correctas. O facto de a mãe destes dois já ter falecido tenha talvez contribuído para certas maneiras de pensar e a confusão gerada tenha servido para mudar as suas maneiras de cogitar e encarar a vida.

Um livro que termina de forma feliz mas que poderia ter tido outro final.

Uma obra que nos deixa a pensar e que vale a pena ler.

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