![]() |
|
Fernando Barreira e Alexandre Henrique Barros apresentam aos alunos do 7º A algumas das causas e consequências da realidade que se vive na periferia das grandes cidades brasileiras |
Aproveitando a passagem por Fátima de dois “professores” da
cidade de S. Paulo, os alunos da Turma A do 7º Ano convidaram- -nos para uma
breve palestra sobre a violência nas grandes cidades - a começar pela realidade
que se vive na maioria das cidades brasileiras.
A visita ao CEF, e a “lição”, sob forma de diálogo com os alunos, coincidiu com
as perturbações da ordem pública em França, de onde os dois convidados acabavam
de regressar. Aqui ficam dois relatos dessa aula diferente (um dos quais na
forma original).
Paulo
Francisco Silva
O Brasil, como toda a gente sabe (ou devia saber), é um dos maiores países do mundo.
Só a cidade de S. Paulo tem mais habitantes que Portugal inteirinho. S. Paulo tem 19.000.000 habitantes, enquanto Portugal tem apenas 10.000.000.
Com estes dados já dá para nós imaginarmos mais ou menos quantos habitantes tem o Brasil. Tem 270.000.000 de habitantes.
A capital do Brasil chama-se Brasília.
Estas foram algumas das coisas que dois professores brasileiros, que vieram no passado dia sete de Novembro à nossa aula de Área de Projecto, nos disseram.
Também nos falaram – e este é o principal tema da minha composição – sobre a violência no Brasil e na que se está agora a passar em França.
A principal razão da violência no Brasil é que 70% do dinheiro do país está todo em 1% das pessoas. Logo, há as pessoas ricas e as muito pobres.
Por isso as pessoas pobres às vezes matam as ricas para roubar um telemóvel, porque não têm dinheiro e porque vivem em bairros de lata (favelas). E o que acontece em França é idêntico.
Há pessoas com dinheiro e com trabalho e outras sem uma
coisa nem outra, por isso essas pessoas revoltam-se.