Eclipse

José Lourenço, Astrónomo
Mais uma vez, alunos e professores do CEF mantiveram-se de olhos no céu.
No passado dia 3 de Outubro, mais um evento astronómico, neste caso um eclipse do Sol, nos manteve presos a telescópios e a óculos de observação solar.
Um
eclipse solar resulta da interposição da Lua, entre o observador e o Sol. Neste
último eclipse, e devido à distância a que se encontra a Lua, no seu ponto mais
próximo da Terra, o eclipse não foi total. Para o local onde nos encontramos
tratou-se de um eclipse parcial, uma vez que estávamos fora do cone de sombra
(Figura no topo – faixa de anularidade) provocado pela Lua, em latitudes mais
elevadas (como por exemplo na região de Bragança), tratou-se de um eclipse
anular (Figura à esquerda), uma vez que na fase máxima do eclipse, apenas se via
a parte mais exterior do Sol com a Lua a preencher todo o espaço central, dando
a ideia de se tratar de um anel. Ainda assim este foi o maior eclipse dos
últimos cem anos, visível em Portugal. Os eclipses em si não são fenómenos
raros, já que ocorrem várias vezes por ano, o que é raro é acontecerem no mesmo
local. O último eclipse anular em Portugal ocorreu em 1912 e o próximo só
voltará a acontecer em 2028.
Até lá outros motivos de interesse nos hão-de levar a olhar o céu.