Hábitos de Leitura

“Alice, crescer é difícil”

Um segredo na cave Saber agradecer “O Álbum de Clara”
“Anjos e Demónios” Harry Potter and The HaIf-Blood Prince O sorriso da morte
Uma aventura no Deserto O Bando dos Quatro - A estrela de doze pontas Clube das Chaves
  Coração conhece  

O desafio surgiu espontâneo em Área de Projecto, com o objectivo de promover hábitos de leitura: no espaço de um mês, ler um livro – grande ou pequeno – ou um artigo numa revista ou jornal, e escrever sobre ele uma pequena recensão/apresentação que fosse um convite aos colegas para fazerem o mesmo. O diagnóstico estava bem feito: a maioria dos alunos não gosta de ler… Mesmo assim, uma percentagem significativa em cada turma “desafiada” respondeu com pequenos textos, alguns claramente originais, outros provavelmente “decalcados” das sínteses que as próprias obras trazem impressas na contracapa.
Em todos os casos, contudo – referimos aqui apenas alguns –, houve empenho e trabalho, e uma igualmente clara demonstração de que ler um livro, na era da televisão e dos jogos de computador, também pode ser – e ainda é – uma tarefa gratificante para quantos se deixam seduzir pelo mundo das letras.

Os livros aqui referenciados estão disponíveis na Ludoteca e na Biblioteca da Escola


 Alice, crescer é difícil”

Diana Dias, 7º C

Para Alice McKinley, prestes a tornar-se adolescente, a vida não passa de um amontoado de confusões. Acha que para ela isso é mais difícil do que para qualquer outra jovem, por não ter nenhum modelo por onde se guiar.
A sua mãe morreu há anos. A ajuda e os conselhos só podem vir do pai e do irmão de 19 anos. O que Alice procura é uma mulher brilhante que faça tudo certo e que lhe sirva de modelo. Se ela ficasse na aula da bonita Miss Cole, os seus problemas estariam resolvidos. Mas, por desgraça, foi parar à aula da senhora Plokin, uma professora muito feia. Um dos primeiros trabalhos que esta professora dá aos alunos foi o de fazerem um diário acerca dos seus pensamentos e sentimentos…

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Um segredo na cave

Márcia A. Vaz, 7º C

No princípio do verão, o Álvaro recebe, de presente, um jogo de computador. Dias depois, chega pelo correio uma disquete contendo um complemento desse jogo. E são as instruções contidas nessa disquete que dão início a um outro jogo, que é muito mais sério e também muito perigoso. Ainda por cima, quando o Tiago João “se mete” no computador, chega à conclusão de que a empresa que envia a disquete não existe.
Não há dúvida: impõe-se que o Bando dos Quatro entre em acção.

Saber agradecer

Marisa Alves, 7º C

Em certos monumentos é fácil sentir a gratidão. O nosso coração transborda de alegria, e esse sentimento transforma-se naturalmente em agradecimento pela bondade e pelo dom da nossa vida.
Noutras alturas, porém, a gratidão é quase impensável – nos momentos de dor e de doença, de perdas e desgostos, de problemas e preocupações.
E é nestes momentos em que somos postos à prova que mais precisamos de sentir gratidão. Com efeito, a gratidão reanima o nosso interior. Recorda-nos tempos melhores e abre-nos a horizontes mais vastos. Permite-nos extrair do poço sem fundo da nossa alma a paz, a esperança e o poder de cura para ultrapassar o sofrimento.
Neste pequeno volume, descobrirás como e por que razão nos devemos sentir – sempre – agradecidos. Vais descobrir técnicas que te ajudarão a aprender e renovar, a partir da reflexão, tudo o que há de bom na tua vida. Descobrirás formas de «armazenar» gratidão, como uma espécie de conta-poupança para os períodos inevitáveis de falência espiritual.
Nós já possuímos tudo aquilo de que precisamos para nos sentirmos felizes e em paz – a consciência de quem somos e de tudo aquilo que nos foi dado. Nisso consiste a gratidão!

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“O Álbum de Clara”

Jéssica Pereira Oliveira, 8º A

Esta obra passa-se na rotina que as pessoas têm no seu dia-a-dia. Fala de uma rapariga que se chama Clara. Tinha sido atropelada por um autocarro, ficando com feridas graves; e, como se não bastasse ter de andar de cadeira de rodas e ter ficado com feridas em todo o lado, ficou chumbada no 9º ano pela segunda vez...
Já tinha passado as férias e agora iria começar um novo ano escolar, apesar de ser pela terceira vez. Agora já não iria ser a mesma aluna de sempre, pois era uma das melhores da turma passada; agora já a esperavam as aulas de apoio. Esta rapariga tinha em cima da sua mesa-de-cabeceira um “Álbum”, o qual já não abria desde o atropelamento de que tinha sido vítima: este álbum, para ela, marcava uma espécie de fronteira a separar o passado do futuro.
Mas, com a ajuda de médicos e professores, Clara enfrenta o seu problema dramático, e consegue enfrentar o futuro.
Esta é uma história de uma rapariga que consegue enfrentar os seus problemas com a ajuda de alguns amigos.

Anjos e Demónios”

Ana Carolina Santos, 8º A

Comecei a ler este livro nas férias, por brincadeira, quando estava na praia. Como tem uma história tão cativante e fascinante, só me apercebi que o tinha lido uma semana mais tarde, quando o acabei de ler.
Este livro relata a história de um cientista dos laboratórios do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN, situados na Suíça), que foi assassinado, tendo o assassino gravado um estranho símbolo no peito do cientista; depois, foi chamado um professor de simbologia norte-americano para o decifrar.
Depois de observar a imagem, o professor concluiu que era um símbolo de uma antiga Irmandade, supostamente extinta há vários séculos e inimiga da Igreja Católica.
Mais tarde, quando em Roma os cardeais se reúnem para eleger um novo Papa, nota-se a ausência de quatro cardeais; ao mesmo tempo, a Guarda Suíça é avisada de que está colocada uma arma na Cidade do Vaticano, com o objectivo de a destruir. O professor de simbologia e a filha adoptiva do cientista assassinado (que também trabalha no CERN), procuram desesperadamente a arma destrutiva, no meio das confusas pistas deixadas pela Irmandade, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano.
Tudo acaba bem e com um “final feliz”!!

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Harry Potter and The HaIf-Blood Prince

Pedro Miguel Paiva F. Santos, 8º A

O Harry Potter and the Haif Biood Prince foi o melhor livro do Harry Potter que eu já li. O livro tem muitas surpresas, mas na minha opinião um final deprimente.
A história começa com a visita do Ministro da Magia, ao Primeiro-ministro do mundo mugle (gente não mágica). O Ministro da Magia, devido às circunstâncias – regresso de Voldemort – é afastado do seu cargo, tendo a sua visita como objectivo a apresentação do novo ministro.
Nessa mesma noite, mas a muitos quilómetros de distância, a prima e assassina de Sirius Black, Bellatrix, juntamente com Narcissa, mãe de Draco Malfoy, vão falar com Snape. Ao contar a Snape que o Senhor das Trevas (Voldemort) enviou o seu filho para uma missão extremamente perigosa, Narcissa obriga-o a fazer um Juramento Inquebrável, para o proteger.
No número 4 da Privet Drive, Harry está à espera de uma visita de Dumbledore, que por alguma razão tem uma missão para ele. Quando este chega, Harry fica em pulgas e Dumbledore, depois de explicar a situação aos tios de Harry, leva-o até casa de um ex-professor de Hogwarts, com a missão de este o fazer voltar a dar aulas.
Depois de passar o resto das férias na Toca, e de receber a notícia de que Fleur vai casar com Billy, Harry, Ron, Hermione e Ginny voltam para a escola.
Logo na primeira aula, Harry apercebe-se que o professor que ele convenceu a voltar para Hogwarts não vai dar D.C.A.T. (Defesa contra as Artes das Trevas), mas sim poções, ou seja, o Snape vai ter o cargo que sempre desejou.
Na primeira aula de poções Harry não tem o livro e o professor empresta-lhe um com a assinatura de HaIf Blood-Prince que torna Harry no melhor aluno de poções. A propósito, não se percebe por que razão traduziram “half-blood” com a palavra “misterioso”, pois em inglês aprendemos que half-blood significa mestiço, meio-sangue… Mas continuemos…
Depois de muitas aventuras, e aulas particulares de Harry com Dumbledore, a estudar o passado de Tom Riddle (Voldemort), chegam à conclusão de que a alma de Voldemort está dividida em sete partes, ou seja, ele tem seis Horcruxes. Quando Dumbledore encontra uma, pede a Harry que o acompanhe na busca. Depois de muitos obstáculos conseguem trazê-la, mas, antes de chegar a Hogwarts, há uma grande surpresa: a Marca Negra foi projectada numa das suas torres.
Dumbledore cai na armadilha, desarmado por Draco. Dumbledore fica desprotegido e, no meio de uma confusão, é morto por Snape.
Hogwarts está prestes a fechar, mas que feche ou não, Harry, Ron e Hermione não vão voltar para Hogwarts, vão à procura das Horcruxes, e depois destruir Voldemort.
Ao ser o melhor livro do Harry Potter, na minha opinião, escrito por Joanne Kathleen Rowling, foi também onde se esclareceram mais coisas e pormenores que vão influenciar o desfeche do último livro. Leiam-no!

O Bando dos Quatro - A estrela de doze pontas

Célia Neves e Paulo Silva, 7º A,

A história deste livro de João Aguiar começa quando o tio João, tio do Carlos, vai viver para Vila Rica.
As férias do Carlos começam por parecer umas férias más, porque a prima da sua mãe veio passar férias e ficou em sua casa. Então, o Carlos foi viver para casa do tio João. Alguns dias depois, fizeram um rebentamento de pedras e o Carlos achou uma estrela com doze pontas que dizia: ”Esta é a chave para o tesouro de São Múnio “. O Carlos foi logo contar ao Frederico, que era o seu melhor amigo, mas o senhor Coelho (foi ele quem mandou fazer o rebentamento) ouviu-os e mandou alguém assaltar a biblioteca, que tinha um livro que falava sobre o tesouro.
No dia seguinte ao assalto à biblioteca, apareceu uma rapariga desconhecida que vinha viver para Vila Rica: chamava-se Catarina e era neta do marquês de Vila Rica. Então, o Carlos, a Catarina e o Frederico formaram o Bando dos Três, porque o velho solar do marquês foi assaltado e eles decidiram ir “espiar” o local do rebentamento à noite. A sua “espionagem” correu mal, porque eles foram apanhados por um bandido que os prendeu num buraco. Foi aí que o Bando dos Três se transformou no Bando dos Quatro porque Álvaro, o irmão mais novo do Carlos, os salvou.
Por fim, o tio João e o pai da Catarina, com a ajuda do padre Carolino, descobriram o local do tesouro; mas, claro, foi o Bando dos Quatro que o desenterrou. Não vos vamos dizer o que era o tesouro nem onde estava. Nem como acaba a historia; para isso têm de ler este livro.

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O sorriso da morte

Roberto Ferreira, 7º C

Quando li este livro gostei, porque um grupo de rapazes, quando vinham da escola, viam uma casa assombrada e tinham muito medo. Certo dia, um deles foi lá e encontrou uma máquina fotográfica e levou-a consigo. Como o pai tinha comprado um carro, ele tirou-lhe uma fotografia e, no dia seguinte, o carro apareceu todo desfeito. Com medo, o rapaz que tinha roubado a máquina, foi contar o sucedido aos amigos, mas eles não acreditaram. Então, a amiga de um deles, Shari, sugeriu que levassem essa máquina à sua festa de anos. Quando tiraram a fotografia, a Shari desapareceu e mais ninguém a encontrou. Que mais a máquina podia fazer? Leiam o livro.

Uma aventura no Deserto

Alexandra Marto, 7º A

Esta aventura passa-se no deserto do Sara e não só. É muito animada e com bastante adrenalina. Os protagonistas correm risco de vida e passam dias no mar, até que entram num barco árabe. Arma-se uma grande confusão, no fim a Teresa e o Chico são raptados por uns homens esquisitos que os levam para uma karba, que é um palácio de lama. Gostei muito de ler esta história, por isso a recomendo.

 

 

O desenho à esquerda, também do Roberto Ferreira, do 7º C, ilustra a sugestão de lerem
“A história de um rapaz chamado Zac”, descrita no livro “Aula do Além”. Como sabe quem leu a história, entram nela uma professora, um verme, um túmulo, mas também um fantasma e um grupo de amigos...

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O coração conhece

Daniela Ribeiro, 8º A

O “O Alquimista” é um livro de Paulo Coelho que fala de um jovem pastor que tem um sonho repetido. Sonha que existe um tesouro oculto, guardado perto das Pirâmides do Egipto. O rapaz resolve seguir o seu sonho e defronta-se com os grandes mistérios que acompanham o Homem desde sempre: os sinais de Deus, talvez o destino de cada um – que ele chama “Lenda pessoal” –, o mistério da “Alma do mundo”, e que todos podemos perceber se estivermos atentos ao que nos diz o coração: é que o coração conhece todas as coisas.
Ainda pensei em não ler o livro, mas não resisti ao tê-lo à minha frente: comecei, e só parei quando já tinha acabado.
O livro é simplesmente fantástico. Eu não conhecia a obra de Paulo Coelho, mas já várias pessoas me tinham falado dele; por isso, resolvi ler. Acho que “O Alquimista” é uma boa leitura para quem quer iniciar a leitura das obras de Paulo Coelho – isto, a julgar pela minha experiência. Por isso, quem ainda não teve a oportunidade de o ler acho que o deveria fazer.
“Quanto mais se chega perto do sonho, mais a lenda pessoal se vai tornando a verdadeira razão de viver.”

Texto manuscrito e desenho de Cristiana Sousa Ribeiro, 7º A,

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