Índios
Yanomami
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| Ficha preparada pelo Museu Memória descritiva: Os Índios Yanomami habitam no topo norte da floresta Amazónica. Os cerca de 12 500 elementos da tribo Yanomami no Brasil estão organizados em comunidades que distam a dezenas ou centenas de quilómetros umas das outras. “Descobertos” pelo homem branco na década de 50, sofreram na pele os efeitos do progresso e ficaram a saber, que algures, a algumas luas dali, existia um mundo diferente do deles. Foram aliciados e massacrados por operários madeireiros e garimpeiros. Adulterados por evangelizações traiçoeiras, atacados por doenças até então desconhecidas, conseguiram sobreviver, embora ainda hoje continuem a lutar pelo direito à vida em harmonia com a terra. Enquanto povo nómada, a comunidade Yanomami desloca-se na floresta para garantir a sobrevivência e escolhe o local onde quer construir a maloca (casa circular com paredes em terra e telhado em folhas), abre uma clareira e por aí fica até haver abundância de caça, pesca e fruta. Dentro da maloca podem viver cerca de 100 pessoas, organizadas em família, que têm como únicos bens as redes de dormir e descansar, os utensílios para a caça ou pesca e várias fogueiras, que raras vezes deixam apagar. As mulheres usam uma pequena tanga, tecida à mão com fio de algodão, extraído da roça. A forma de viver deste povo é a mais simples que se possa imaginar. Pela madrugada, os homens desaparecem em pequenos grupos na vegetação e só regressam quando tiverem refeição para a família. Algumas mulheres saem para colher bananas, mandioca ou macaxeira. Os Missionários
da Consolata estão há vários anos junto deste povo, procurando
defender os seus direitos junto das autoridades e prestando apoio na
educação e na saúde.
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Laura Reis – 8º A
No
passado dia 8 de Novembro de 2005, terça-feira, realizámos uma visita de estudo,
no âmbito da disciplina de História, ao Museu de Etnologia e de Arte Sacra de
Fátima.
Observámos que, apesar do desenvolvimento mundial que se observa no nosso quotidiano, ainda existem povos que preservam a sua cultura. Ouvimos falar sobre “o povo da floresta” – os Yanomami.
Hoje em dia os Índios Yanomami são atingidos por vários problemas tais como a destruição da floresta que é o seu habitat e a invasão dos garimpeiros (homens que invadem e destroem a floresta, cortando as árvores (madeireiros). Hoje em dia, o povo Yanomami já tem conhecimento do português, pois é essencial para denunciar os seus problemas e reivindicar os seus direitos.
Na sala seguinte ouvimos falar sobre A Natividade. Nesta sala pudemos observar várias peças, desde o século XVI até aos nossos dias. Pudemos ainda observar que da fusão de elementos estéticos utilizados em Portugal e na Índia resultou o estilo Indo-Português. Observámos vários “Cristos” e cada um possuía elementos de cada cultura, feitos em marfim.
A sala que se seguiu mostrou-nos a “Paixão e Morte de Jesus Cristo”. Nesta sala estavam expostos crucifixos em que Jesus Cristo se apresentava na cruz de duas maneiras diferentes: agonizante ou morto. O material de base era a madeira. Nesta sala encontrava-se a peça mais antiga do museu, que data do século XIV.
A terceira Sala era dedicada ao tema da Ressurreição de Cristo e da Aventura dos Primeiros Missionários no Mundo. Ouvimos a explicação do conceito de ACULTURAÇÃO. Mostravam peças dos portugueses na China. E ficámos com a comprovação de que houve aculturação. Mostrava peças como a “Catedral de S. Tomé na Índia” e “Passos da vida de Cristo” em África.
Na sala 4 ouvimos falar sobre os Yanomami. Os Yanomami eram semi-sedentários, viviam em Malocas, são povos pacíficos e vivem em comunidade. Quando a mulher está casada ou comprometida, e tem filhos, são-lhe colocados uns “pauzinhos “ e um colar. Vimos que a família é muito importante para esses povos, pois os seus objectos demonstram isso.