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Informações

No passado ano lectivo, o Clube de Matemática orgulhou-se da activa participação dos alunos no Problema do Mês. Aqui ficam os nomes dos vencedores de cada um dos anos de escolaridade.

Relativamente ao 2º ciclo, do 5º ano, a vencedora foi Ana Carolina Ribeiro (5º A), e do 6º ano foi Sara Costa (6º F). Em relação ao 3º ciclo, o vencedor do 7º ano foi João Pedrosa (7º D), do 8º ano foi Inês Almeida (8º B) e do 9º ano a vencedora foi Cristina Ferreira (9º F).
O Clube de Matemática dá os parabéns a estes alunos e espera que este ano a participação seja ao nível da do ano passado, para serem apurados novos vencedores no final do ano lectivo.

Passatempos

O Fenómeno SuDoku

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Já chegou ao nosso país, há algum tempo, a “febre” do Sudoku… E, o que é o Sudoku? Perguntam vocês…

É um puzzle de origem japonesa que requer apenas o uso de papel e lápis, e envolve unicamente a manipulação lógica dos números de 1 a 9.

A regra é só uma: preencher uma grelha dividida em nove caixas, cada uma subdividida em nove casas, de modo a que todas as filas, colunas e caixas contenham os números de 1 a 9, sem repetições. Cada SuDoku tem uma única solução e esta é atingida apenas pela lógica. Não necessita de aritmética nem cálculos matemáticos.
Assim, e para uma primeira abordagem, aqui fica um SuDoku para vocês se entreterem e aderirem à “SUDOKUmania”!

 


Fibonacci e os Números na Natureza

Já reparaste que muitas flores têm 5 pétalas? Que nós temos 2 mãos, cada uma com 5 dedos e cada dedo se divide em 3 partes? E que o ananás tem 8 diagonais num sentido e 13 noutro? Porque será que as margaridas têm geralmente 34, 55 ou 89 pétalas?

Coincidência ou não todos estes números fazem parte da chamada sucessão de Fibonacci: 1 – 1 – 2 – 3 – 5 - 8 – 13 – 21 – 34 – 55 – 89 - …

Nesta sequência cada termo (a partir do 2º) é igual à soma dos dois anteriores. Repara que 2=1+1, 3=2+1, 5=3+2, …, e assim sucessivamente.

Leonardo de Pisa, mais conhecido como Fibonacci, foi quem descobriu estes números a partir de um problema presente na sua obra “Liber Abaci”, sobre coelhos. Dizia o seguinte: “Quantos pares de coelhos serão produzidos num ano, começando com um único par, se em cada mês cada par gerar um novo par que se torne produtivo no segundo mês?”. As respostas a este problema são exactamente os números da sucessão de Fibonacci.

O que acontece é que estes números estão presentes em vários aspectos da natureza. Certas plantas mostram os números de Fibonacci no crescimento dos seus galhos. Suponhamos que nasce um novo rebento de um galho a cada mês, sendo que um rebento leva dois meses para produzir um novo rebento, tem-se, ao fim de 6 meses, a planta ao lado.


Uma das mais recentes “aparições” da sucessão de Fibonacci, foi no famoso livro “Código Da Vinci”, quando Robert Langdon viu escrito no soalho do Louvre a seguinte inscrição: 13-3-2-21-1-1-8-5. Só Sophie Neveu, especialista em criptografia (ciência que cifra e decifra códigos, descobriu que se tratava da sucessão de Fibonacci. Bastava ordenar, por ordem crescente, os números.

Have fun


Encontra a incógnita x…


 

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Número de Ouro

 
Magia dos Números, por Diamantino Rosa
Somos um mundo codificado, cada um de nós tem um código que assinala cada passo perdido.
No mais belo recanto da Natureza existe um número finito de seres vivos que se multiplicam de forma desequilibrada num equilíbrio romântico dos seus amores e desamores.
A Natureza contém em si mesma uma harmonia: citando Paulo Loução, “existe uma Matemática escondida em toda a Natureza e todas as coisas se baseiam em proporções matemáticas que o homem aplicou a tudo quanto lhe «acrescentou», desde a arquitectura, à escultura, à pintura”. É fantástico como entre os números – dirão alguns: Que coisa fria, essa dos números! Por vezes, antipáticos e até sinistros, tristes e sem brilho, anunciando o caos ou a fortuna! Já todos nos demos conta das contas que temos para pagar, do número de mortos no dia 1 de Novembro, do número de desempregados, do número de pobres e de ricos, do número da sorte e do azar... E, ainda, o número da nossa porta, o número do B.I., etc. Tudo são números e, afinal, entre eles não haverá uma relação mais intensa, irradiando uma luz com tanto brilho que por vezes até temos pensamentos brilhantes que por osmose, e ainda bem, transferimos para os nossos alunos, que... são brilhantes.

Tudo isto vem a propósito de um número dourado, que parece ser a chave de toda a harmonia da Natureza.
Mas o que é o número de Ouro?

Imagine uma sequência em que o 1º termo é... 1
O 2º termo é... 2
O 3º é a soma dos dois anteriores = 3
O 4 é a soma dos dois anteriores = 5
O 5º é a soma dos dois anteriores = 8
O 6º é a soma dos dois anteriores = 13
E assim sucessivamente.
Em resumo, teremos a sequência:
1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, 377, 610, etc.
Estabeleça agora a divisão entre qualquer um desses número e o anterior, por exemplo :
 
233
=
 
 
377
=
 
 
610
=
 
 
144
233
377

Continue até o sol raiar!
É este o número de ouro…
Para terminar, deixaria a seguinte questão para alunos do Secundário e a todos os Amantes desta coisa dos Números.
A sequência anterior pode ser assim definida: a partir de certa ordem, o quociente entre dois termos consecutivos dá-nos o número de ouro. Estaremos em presença de uma progressão geométrica?

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Números são… ideias

Os números foram e são utilizados frequentemente para representarem “ideias”, representadas indirectamente em figuras geométricas, como por exemplo as estrelas de cinco e seis pontas (de David e Salomão, respectivamente), utilizadas pelos Templários, ou na bandeira de Portugal – cinco quinas (as cinco chagas de Cristo, símbolo do homem celeste preso na matéria, ou os cinco reis mouros vencidos em Ourique, símbolo da conquista e libertação). Os “pontinhos” dentro dos escudos mostrados no morabitino que se encontra à esquerda, de D. Sancho I e que também se encontram no brasão nacional, chamados “besantes”, poderão aludir ao preço pago a Judas pela sua traição – trinta dinheiros. Geometricamente, os cinco triângulos exteriores (isósceles) da estrela de cinco pontas são áureos, ou seja, da divisão do comprimento do lado maior pelo do lado menor resulta o número de ouro – precisamente 1,618. Este símbolo já se encontra nas moedas cunhadas no tempo de D. Afonso Henriques
Cinco parece ser o número de Portugal: mas o Mito do V Império, de que fala Fernando Pessoa, alude possivelmente à soberania do espírito sobre os quatro elementos da matéria (Fogo, Ar, Terra e Água).
 
Para saber mais: Loução, Paulo Alexandre,
Os Templários na Formação de Portugal, Esquilo 2004 (9ª edição)

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