Os desenhos aqui apresentados representam sinais de pontuação animados e resultam de uma actividade proposta na disciplina de Português pela Profª do 6º Ano, Hélia Reis
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O
Ponto de Interrogação e os outros pontosEra uma vez um Ponto de Interrogação que andava sempre a fazer perguntas. Um dia, foi perguntar às Reticências porque é que tinham três pontos. Elas responderam que tinham três pontos porque gostavam de interromper as frases. O Ponto de Interrogação também quis saber se, em vez de três pontos, podiam ser quatro ou cinco. As Reticências voltaram a dizer que eram três e assim é que estavam bem.
No segundo dia, o Ponto de Interrogação, sempre com vontade de saber mais, foi perguntar ao Ponto Final porque é que ele aparecia sozinho. Este respondeu que, mesmo sozinho, conseguia desempenhar muitas tarefas, como assinalar pausas maiores e encerrar as frases. O Ponto de Interrogação perguntou-lhe se podia juntar-se a ele mas ele respondeu que já havia os Dois Pontos.
No terceiro dia, o Ponto de Interrogação, cheio de curiosidade, foi ter com os Dois Pontos e perguntou-lhes porque estavam juntos. Eles replicaram que anunciavam uma fala, uma explicação ou uma enumeração e que, para isto, precisavam de trabalhar a par. O Ponto de Interrogação perguntou-lhes se podia juntar-se a eles mas eles responderam que já existiam as Reticências.
No quarto dia, o Ponto de Interrogação encontrou as Aspas e perguntou-lhes porque é que eram dois pares de vírgulas invertidas. Elas retorquiram que gostavam muito de dar nas vistas e, por isso, apareciam para destacar uma palavra, expressão ou frase.
No quinto dia, o Ponto de Interrogação foi perguntar ao Ponto de Exclamação o que é que ele fazia. Ele respondeu-lhe amigavelmente que exprimia sentimentos, admirações, medo, dor … O Ponto de Interrogação nem lhe perguntou se podia fazer parceria com ele, porque já sabia a resposta.
No sexto dia, encontrou a Vírgula e esta, quando o viu, disse-lhe logo que indicava uma pausa curta e destacava os vocativos; que não precisava de companhia porque já havia o Ponto e Vírgula. A Vírgula disse aquilo tudo “para despachar” porque tinha ouvido dizer que o Ponto de Interrogação andava sempre a perguntar: “O que é que fazes”? E ainda: “Posso fazer parceria contigo”?
O Ponto de Interrogação já não foi ter com o Travessão nem com os Parênteses porque já adivinhava a resposta. Em vez disso, ele perguntou a si próprio: “ Porque é que ninguém quer fazer parceria comigo? Será por eu ser muito curioso e andar sempre a fazer perguntas?
O
Ponto de ExclamaçãoEra uma vez um Ponto de Exclamação que estava a brincar e
perdeu o seu ponto.
Ele, como não queria ficar sozinho porque assim nunca mais entrava em nenhuma
história, pôs-se logo à procura de alguém que também se tivesse perdido ou que
tivesse um ponto a mais. E encontrou as Reticências. Estas nem o deixaram
aproximar; mandaram-no logo embora. Correu todos os seus colegas do texto mas
ninguém tinha um ponto a mais que quisesse dispensar e ele ficou tão triste que
começou a chorar. Mas, passada uma hora, teve uma ideia:
“Vou começar a fazer uma história para ver se encontro o
meu ponto”. E, se bem o pensou, melhor o fez: assim que começou o seu conto,
logo no primeiro parágrafo, encontrou a parte que lhe faltava! … Ficou tão
contente que continuou a sua narrativa e encheu páginas e páginas sem se cansar
…
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Sou
o maior!Era uma vez um Ponto de Exclamação muito famoso. Ele aparecia frequentemente em muitas histórias. Era um sinal de pontuação muito sensível e tudo o admirava, espantava e assustava.
“Sou muito estreito mas bastante comprido, ou melhor, sou o maior sinal de pontuação, em termos de altura”.
Um dia, o Ponto de Interrogação encontrou o Ponto de Exclamação e perguntou-lhe:
- Para que serves tu?
- Sirvo para declarar um susto, medo e entusiasmo – respondeu o Ponto de Exclamação com muito orgulho.
Depois de terem falado de todas as suas funções, o Ponto de Exclamação foi para casa e começou a pensar na conversa que tinha tido com o Ponto de Interrogação e chegou à conclusão que nem um nem outro tinham toda a razão, porque todos os sinais de pontuação são importantes.
Era uma vez um Ponto que desejava ter amigos com quem
pudesse conversar e trocar opiniões. Um dia, decidiu encetar conversa com as
Aspas mas, antes de estas acabarem a frase, o Ponto Final fez Parágrafo. As
Aspas, muito aborrecidas, foram-se embora para abreviar uma transcrição.
O Ponto Final estava muito triste pois os Parêntesis também o rejeitaram.
Revoltado, foi ver as suas primas Reticências que, agora, eram dois pontos, pois
a sua irmã tinha caído da folha. Então, os Dois Pontos empregaram o Ponto Final
para voltarem a ser as Reticências. O Ponto aceitou e, desde então, teve sempre
muitos amigos. No fim, tinha tantos aliados que se transformou num ponto de
encontro.
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Era uma vez um livro com uma capa colorida, forrado e muito direitinho. Não era um livro como os outros, pois não tinha nada escrito nas suas páginas. Um dia, uma pequena palavrinha chegou à primeira página, pensando instalar-se junto de outros vocábulos e deu de caras com o livro todo deserto, sem nada nem ninguém.
De qualquer das formas, a palavra “Era” ficou lá. Ela
pensava que até era melhor estar sozinha pois não havia barulho e ninguém a
perturbava…
Os tempos foram passando e “Era” continuava sozinha até que, um certo dia,
chegou a pequena palavra “Vez” que fez questão de se apresentar, sempre com um
grande sorriso. Começaram a falar, a conversar e até a viver na mesma página.
Deu-se então um grande romance entre o “Era” e a “Vez”. Ambos decidiram dar vida àquele livro e, juntos, formaram muitas mais palavras… Concordaram ficar no início da história, para ela poder começar: “Era uma vez…” e estender-se nas páginas brancas do livro colorido…
Se eu fosse um livro, gostava de contar grandes aventuras,
daquelas que ninguém tivesse ouvido narrar.
Gostava que todas as pessoas me lessem; crianças, idosos, doentes, atletas…
pessoas de todas as raças e de todas as cores…
Gostava de morar numa grande biblioteca, numa estante onde todos me pudessem
ver, perto dos meus amigos livros e daqueles que gostam de aventuras. E gostaria
de ter como título: “As Aventuras Espectaculares”.
Alfabetos(só aparentemente) sem juízo Francisco Fonseca, 5º
B B é o Beto que já sabe o alfabeto. C é a Clara que caiu no salto à vara. D é o Dinis, ontem partiu o nariz. E é a Emília, o orgulho da família. F é o Francisco que não gosta de marisco. G é o Gabriel, pinta tudo com pincel. H é o Horácio que vive num palácio. I é a Idalina que toca bem concertina. J é a Julieta, aos dez anos usa chupeta. K é a Kate, que gosta de andar de skate. L é a Lena, mais leve que uma pena. M é o Mário, não sabe escrever o sumário. N é o Noé, a saltar partiu um pé. O é a Olga que hoje está de folga. P é a Patrícia, ontem fugiu da polícia. Q é o Quim que só gosta de pudim. R é a Rosa, uma grande mentirosa. S é a Sara que se livrou de um estalo na cara. T é o Tomé que lava a cara com café. U é o Ulisses, todo cheio de mariquices. W é a Wendy e o Y está em Sandy. X é a Xana, cai na casca de banana. Z é o Zé, anda sempre de boné. |
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E quem disse que estudar
Português não era divertido? Ao longo de cada edição do Inforcef, os alunos do 5º ano vão dedicar este espaço aos provérbios – mês após mês, serão propostos adágios, ditados, axiomas e sentenças de cada período do ano. Estamos certos de que vão gostar – e enriquecer a própria sabedoria com esta outra sabedoria… popular, cuja actualidade é por todos reconhecida. As professoras de Português do 5º ano |
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Recolha de Anais [9],
Mariana Matos Vieira [4], Inês Silva Louro [1], Tomé [4] e Rodinelle
[1], do 5º D, e de Carolina da Silva Roda [20], Daniela Brites [4] e
Cláudia Agrela Caseiro, [6] 5º E. Entre parêntesis o número de
provérbios recolhidos por cada aluna; foram tirados os repetidos. |
SETEMBRO
• Em Setembro ardem os montes, secam as fontes.
• Setembro molhado, figo estragado.
• Agosto tem a culpa e Setembro leva a fruta.
• Nuvens em Setembro, chuva em Novembro, neve em Dezembro.
• Lua Nova trovejada, 30 dias é molhada, mas se for a de Setembro até Março irá
chovendo.
• Em Setembro, planta, colhe e cava que é mês para tudo.
OUTUBRO
• Em Outubro o lume já é amigo.
• Outubro quente traz o diabo no ventre.
• Outubro lavar, Novembro semear, Dezembro nascer.
• Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente.
• Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
• Em Outubro, fogo ao rubro.
• Logo que Outubro venha, procura lenha.
• Outubro meio chuvoso, torna o lavrador venturoso.
• Outubro suão, negaças de verão.
• Se em Outubro te sentires gelado, lembra-te do gado.
• Em Outubro, Novembro e Dezembro, quem come do mar tem de jejuar.
NOVEMBRO
• No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho.
• Cava fundo em Novembro, para plantares em Janeiro.
• Em Novembro prova o vinho e planta o cebolinho.
• Tudo em Novembro guardado, em casa ou arrecadado.
• Em Outubro, Novembro e Dezembro, não busques o pão no mar, mas torna ao teu
celeiro e abre o teu mealheiro.
• Em Novembro, chuva, frio e sol e deixa o resto.
• Novembro à porta, geada na horta.
DEZEMBRO
• No dia de S. Luzia, mingua a noite e cresce o dia.
• Dezembro com Julho ao desafio traz Janeiro frio.
• Dezembro ou secam as fontes ou levantam (levam) as pontes.
• Dezembro frio, calor no estio.
• Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.
• Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar.
• Mal vai Portugal se não há três cheias antes do Natal.
• Em Dezembro treme de frio cada membro.
6º ano vai ao teatroJoana Domingos, 6º E
No dia 23 de Novembro de 2005, todas as turmas do 6º ano foram ao Teatro Virgínia, em Torres Novas, assistir à peça de teatro/marionetas “A Fada Oriana”. Com grande entusiasmo e expectativa, partimos do CEF às 13.00 horas e regressámos às 16.30.
“A Fada Oriana” é a obra que os alunos do 6º ano vão estudar no próximo período, nas aulas de Língua Portuguesa e, por isso, era necessário ter muita atenção...
Esta peça foi diferente de todas as que já vimos, pois tinha actores em palco, marionetas e um bonito jogo de luzes e música.
Foi uma tarde bem passada, em que nos divertimos e aprendemos.