Departamento
de| A Deficiência | Dia de S. Martinho | Sonhar é... |
| Que direi? | Há doze anos | Temo, temo |
| O massacre das 17.15 | ||
CEF na Feira do Cavalo(Damas do CEF na Golegã) |
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Filomena Vieira e
Natércia Taxa As damas e as donzelas destacadas Que da Ocidental Escola Lusitana, Passaram pr’a os lados da Golegã Por vielas de há muito conhecidas, Apesar do cansaço humano, Entre gente remota cearam Novos bifes, que tanto as deleitaram; E também as memórias gloriosas Daqueles colegas que ficaram Em casa, à lareira e a ver TV As castanhas, a água-pé e os doces viciosos, Do Ribatejo andaram devastando, E aqueles que por outro motivo Se ficaram do frio libertando: - Cantando espalharemos por toda a parte, A saudade e a ausência sentidas. Cessem os sábios antigos As aventuras grandes que tiveram; Cale-se o verboso Alex e o Rosa Júlio A glória das vitórias que alcançaram; Que nós cantaremos no ilustre CEF O convívio e o belo jantar que tanto amámos. |
Ilustração de
Evandro M. Gameiro para o Dia de S. Martinho – Área de Projecto
2002/2003 – |
Paulo Peytor Pinto, Animador da Acção
Natércia Taxa
Na tarde de 9 de Novembro de 2005, os professores de Português assistiram a uma Acção de Sensibilização subordinada ao tema «Origem, Estrutura e Didactização da Terminologia Linguística do Ensino Básico e Secundário». Esta acção foi dinamizada pelo Departamento de Português e pela Professora Natércia Taxa, que como sócia da Associação de Professores de Português trouxe, mais uma vez, ao CEF o Dr. Paulo Feytor Pinto.
Tal iniciativa revelou-se proveitosa, pois os docentes ficaram a conhecer a origem da terminologia e tudo o que se passa em torno dela. Todos ficámos a saber que a Nova Terminologia está a ser aperfeiçoada, estando a ser elaborados materiais didácticos, que futuramente estarão ao dispor dos professores. Como permaneceram algumas dúvidas, resolvemos agendar para 25/01/2006 uma nova acção de formação.
Graças à Direcção da nossa escola, temos uma parceria com a APP para a realização de futuras acções de formação.
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A deficiênciaMargarida Soraia Ferreira, 7º E |
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Eu sou inteligente Mas, como deficiente… Pensam que não tenho mente!? Não sou diferente,
Embora pensem que sim! Espero ainda andar… Não me animando com nada! Por isso, lutarei!
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Inês Marto, aluna do 5º ano, um exemplo de
força |

Dia
No dia 11 de Novembro, dia de São Martinho, o Clube de Português-Latim apresentou um teatrinho intitulado “Maria Castanha”, no âmbito das actividades do Clube, às turmas do 5º Ano.
A peça “Maria Castanha” foi representada por alguns dos alunos inscritos no Clube: Ana Mafalda, Inês e Vera, 7º B; Andreia Ribeiro, Andreia Henriques e Nicolau, 7º C; Carolina, Marília e Marina, 8º E.
Enquanto nos preparávamos no auditório da escola, sentíamos um nervosismo, vivíamos um sentimento estranho, nem sabemos se era uma mistura de nervos com felicidade e/ou ansiedade. No entanto, iniciado o teatrinho, ficámos muito mais calmos e correu tudo “às mil maravilhas”.
Queremos agradecer aos professores do Clube – Alexandra Verdasca, Filomena Vieira, Marlene Frazão e Tomé Vieira – por nos acompanharem e nos encorajarem nos ensaios e no próprio dia da estreia. Um agradecimento especial também à professora Lígia Carvalho por nos ter maquilhado e vestido com simpatia e dedicação.
Obrigado: Os alunos do Clube
SONHAR É...Adélia Santos, 3.° CTA |
Que direiPoema
recolhido junto do Padre Emílio (IMC), |
Há doze anosO Amigo do Monstro (Pseudónimo) |
Sonhar é ir para além da realidade, que o nosso cérebro nos permite dizer, fazer ou imaginar coisas que jamais faríamos conscientemente. É
realizar novas experiências imaginárias em que passamos por momentos de
diversão, alegria, tristeza e por vezes até medo, que ocasionalmente
coincidem com a realidade, mas de uma maneira muito vaga e confusa. Uns têm o sonho de ser rico, de ter uma quinta e grandes luxos, enquanto outros sonham mais alto, ser felizes. Enfim, todos nós temos um sonho, e mesmo sendo utópico, temo-lo sempre interiormente e é isso que nos faz felizes e crescer como pessoas e, por vezes, até acreditar que o impossível é possível. Por um lado, sonhar é viver uma história, é assistir ao impossível, mas, por outro, os sonhos podem fazer com que mudemos as nossas ideias e formas de pensar. Enfim, sonhar é... viver! |
À criança, dirás: Tu és o futuro – Cresce e sonha Ao idoso dirás: Tu és o Outono – Carregas frutos maduros Ao doente, dirás: Tu és a redenção – A tua dor é sacramento. Ao pobre dirás: A tua riqueza é Deus – Com ela comprarás o céu Ao Apóstolo dirás: Tu és o mensageiro – Vai anunciar
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Há doze anos tiveram um sonho O sonho de serem alguém. É para isso que aqui estão Neste belo quartel de Ourém. No princípio do fim da sua ascensão, Chegaram ao planalto, ansiosos por confortar o coração Ansiosos pela primeira batalha da guerra Para a qual contam com os capitães desta bela terra. Que grandes capitães duros e capazes Capazes de liderar estes grandes soldados, Capitães por vezes mal amados, Mas que sempre foram audazes! Grandes soldados, pacientes e cumpridores, Mas nem sempre conformados Para que não sintam grandes dores, Lutarão até haver soldados. Soldado que é soldado, mal do quartel tem de dizer. Se não o fizer, soldado não pode ser. Capitão que é capitão, mal tem de ganhar Senão neste quartel não podia andar. Que grande batalha os soldados enfrentaram Batalha que nem todos venceram. Os perdedores são os fracos, Pois acabam por cair nos seus próprios buracos. O vencedor não cai na armadilha do inimigo O vencedor não conhece a palavra azar Vencedor, o soldado, tem sido É-se vencedor, quando a alma grita “ganhar”! |
João Carlos Almeida Gaspar, 12º F
Na sequência do estudo da poesia do Primeiro Modernismo Português, surgiu este trabalho de expressão escrita sugerido pela revolta e irreverência dos jovens poetas do “Orpheu”
O mundo tinha Freud, tinha Einstein, crescia instável,
tanto que a guerra venceu.
Não quem tem discernimento que compra esta acumulação de papel. Sim, tu, a
podridão arrasta-se, amigo, acorda, vê! É isto viver?
É este rebanho que pasta a caminho do matadouro?
Qual seja o pastor, esta multidão não passa disso, um rebanho a caminho do
matadouro.
Foge, fujam todos, não foi para isso que Esse que inventaram e se atrapalha pôs
Eva e Adão num jardim. Sim, porque isso nas tuas veias é sangue que corre,
abaixo! Tudo o que só parece, abaixo tudo o que não é. Levantem a vida, não peço
capitalismo nem comunismo, peço um autoclismo para levar isto para baixo! Peço
vida, peço único, peço a costa; pouco me importa que há que escrever
“devidamente articulado”, ou claro e sugestivo, e seja um palhaço, mas vivo,
vivo a valer, não sou uma ovelha e o matadouro que venha ter comigo. Pum!
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Texto e foto de uma aluna do 11º ano |
Quem disse que massacre é o que tem acontecido pelo mundo fora ultimamente – catástrofes naturais, atentados, guerras… – enganou-se. Talvez massacre não seja a palavra mais indicada para descrever a situação que se vive todos os dias no CEF, e que nos afecta a todos, mas bizarro é simplesmente muito «light». E embora não digno das câmaras da televisão nacional, não pode passar ao lado do NOSSO meio de comunicação, o Inforcef, não pode passar ao lado da escola nem daqueles que a compõem.
Falo da aventura que nos propõem, ou melhor, que nos obrigam (e nada delicadamente) a passar todos os dias para “embarcar” nos transportes das 17.15 horas.
Ouvi dizer que é para evitar atropelamentos, como chegou a acontecer no passado ano lectivo. É que ao contrário do que acontece às 16h15min., quando todos os autocarros estão “a postos” quando a campainha toca, às 17.15 h. os autocarros chegam alternadamente e muito depois do toque.
Assim, colocaram uma espécie de grades que nos impedem de passar para o “sítio de embarque”. O que se passa é que os alunos junto a essas grades “não passam nem deixam passar” quando chega o autocarro de cada um; situação que se torna muito incómoda, principalmente quando está a chover. Agora, os alunos “atropelam-se” uns aos outros.
Para piorar esta situação, os funcionários, que se encarregam de controlar a passagem dos alunos, têm por vezes atitudes muito pouco delicadas… É verdade que certos alunos se revelam bastante teimosos, mas simpatia e diálogo civilizado, sempre me ensinaram, devem ser a prioridade, principalmente da parte daqueles que supostamente devem dar o exemplo.
Este artigo tem o objectivo de apelar aos responsáveis por esta situação que a ela renunciem e a alterem. É necessário e urgente modificar este sistema que se tem revelado bastante incómodo e ineficaz (...) antes que aconteçam acidentes.
De facto, e aceito essa crítica dos meus leitores, não são aqui apresentadas
soluções… Porém, fica a opinião, e por sinal, por muitos apoiada, de que o
método antigo era muito menos “massacrante”!