“Ranking" 2005: Quadro comparativo das Escolas do Concelho de Ourém:
Testemunhos do Ensino Superior
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| Ana Maria
Lopes e Teresa Verdasca, Coordenadoras, respectivamente, do Ensino Básico e Secundário – “destino”, “vocação” ou “predestinação” que vêm do longínquo ano de 1992...? (Do “Arquivo Histórico” do InforCEF) |
Carta aberta
Teresa Verdasca, Coordenadora do Ensino Secundário
A escola, e concretamente a nossa equipa de coordenadores
e professores, pretende que os ventos continuem a ser-nos favoráveis porque
sabemos o caminho que queremos percorrer. O nosso projecto coloca a escola e os
alunos no centro da resposta à mudança e aos novos desafios que vivemos e que se
prevêem para o futuro.
Queremos que a escola não se subtraia à construção de uma sociedade melhor, mais
justa, mais humana, onde os nossos jovens possam construir projectos de vida
pessoal e profissional; queremos que os nossos alunos criem mecanismos de
esperança, de trabalho, de rigor e encontrem novos saberes, novas oportunidades;
queremos que a escola seja o “porto seguro” para os nossos jovens e que nós,
professores, sejamos os “homens do leme” em que eles acreditam e com quem se
sintam seguros.
O trabalho desenvolvido ao longo destes anos foi exemplo de empenho efectivo de
quem sempre soube o que queria e para onde ia. Assim o provam os lugares que
temos vindo a ocupar no ranking nacional das escolas, tendo este ano ocupado o
62º lugar! Estamos, pois, de parabéns! Contudo, a nossa responsabilidade é cada
vez maior e teremos que responder de forma exigente, mas conscientes de que o
nosso futuro é promissor e que esperam de nós o melhor.
Vamos seguramente continuar a levantar a nossa bandeira do CEF e conseguir
mostrar que estamos na corrida da competitividade e continuar a ter gente capaz,
bons profissionais e homens e mulheres de valor que olham para nós como
referências importantes em cada uma das suas vidas. Para tal, contamos com
todos: pais, alunos, professores e funcionários, porque só com motivação, com
trabalho, determinação e rigor, podemos ser os alicerces que suportarão as
Pontes para um Futuro mais Feliz.
Estamos com todos vós! Cheers!
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| Recepção aos alunos do III Ciclo do Ensino Básico |
Ana Margarida Oliveira
Coordenadora do 8º ano
«Não sabendo que era impossível, foi lá e fez»
(Jean Cocteau)
Recheado de actividades, provas e prémios, o ano lectivo
de 2004/2005 foi a nossa nota de abertura no passado mês de Setembro. Foi com
relativa facilidade que reunimos os, ainda recentes, momentos de êxito de que
tanto se orgulham pais, professores e alunos. Mas é tempo de “arrumarmos a casa”
para o novo ano lectivo - uma estreia para alguns, um reencontro para muitos.
Ao recordar as comemorações do nascimento de Santo Agostinho, o IIº Fórum
Estudante, os campeonatos de Desporto Escolar, a Festa da Música, a Feira do
Livro e tantas outras actividades que vimos realizar no ano passado, poderíamos
pensar como seria bom repeti-las; no entanto, os êxitos no passado
impulsionam-nos a enfrentar novos desafios.
Conciliando experiência e dinamismo, a nova equipa de Coordenação dos 2º e 3º
ciclos do Ensino Básico tem vindo a reunir esforços para implementar ainda no
primeiro período algumas práticas pedagógicas (anunciadas pelo Gabinete da
Ministra da Educação para Janeiro do próximo ano) de entre as quais já ganharam
visibilidade as Salas de Estudo e as aulas suplementares de Apoio Pedagógico.
Também se encontram já remodeladas e a funcionar duas Salas para Atendimento dos
Pais e Encarregados de Educação, no corredor da Sala de Professores, e o espaço
de convívio dos alunos, junto ao corredor do 8º e do 9º, com resguardos para o
exterior.
Por certo, outras medidas se justificarão ao longo do ano lectivo, atendendo às
necessidades dos alunos no que respeita à avaliação de competências adquiridas e
do desempenho. Os professores, os alunos, os técnicos dos Serviços de
Psicologia, os funcionários e os encarregados de educação pressentirão o que
lhes é exigido neste momento de reestruturação que estamos a viver.
Saibamos aproveitar as oportunidades e tenhamos coragem para percorrer a ponte
que nos leva ao futuro.
Fernando de Pinho e Cília Seixo
Todos
estamos de acordo que a listagem das escolas com base apenas num parâmetro – os
resultados dos exames nacionais – pode ser “um exercício negativo e deturpador”,
como teve ocasião de frisar a Ministra da Educação. Mas este pode ser também um
exercício positivo e edificador, e a publicação destas listas ordenadas das
escolas, como sublinhou em editorial o Director do jornal Público (22.10), é
“uma experiência muito positiva, mesmo considerando-a limitada e incompleta. Não
apenas como exercício de transparência (…), mas também porque a divulgação dos
resultados ajudou muitos pais a escolherem a escola dos seus filhos (…), ao
mesmo tempo que muitas escolas tiveram de modificar métodos e de evoluir”.
O CEF ficou mais uma vez classificado nesta lista à frente das outras escolas do
Distrito de Santarém, e, a nível nacional, jornais de referência nacional
(Expresso e Correio da Manhã) colocam o Centro de Estudos de Fátima em lugares
bem mais próximos dos primeiros lugares do que o jornal Público, do qual
extraímos a tabela comparativa aqui publicada.
É legítimo sublinhar a honra e a responsabilidade que temos nos resultados
alcançados pelos nossos alunos – que se devem não só ao seu trabalho, mas também
ao esforço e empenho dos professores e de toda a comunidade escolar em formarem
os alunos desta Escola para os valores e para o sucesso – ao nível escolar e,
como consequência, pela vida fora!
O CEF tem características que o “prejudicam” num quadro comparativo de escolas:
número de alunos, número de provas de exame e, sobretudo, no plano
sócio-cultural e sócio-económico dos alunos. Nestes casos – como disse a senhora
Ministra – há desafios que a escola (professores e alunos) tiveram de enfrentar
para ter uma determinada média.
Os resultados que nos últimos anos têm colocado o CEF numa posição francamente
honrosa a nível nacional, representam uma confirmação e um incentivo a fazermos
mais e melhor. Este resultado não pode deixar de ser apresentado a nós mesmos e
a toda a comunidade local, com orgulho, com a consciência do dever cumprido e
com responsabilidade.
Estamos convictos de que este atestado público representa apenas uma parte do
reconhecimento que os alunos, professores e Encarregados de Educação desta
escola merecem pelo trabalho e acção que desempenham, conscientes de que as
dificuldades e os desafios que diariamente se apresentam têm de ser enfrentados
e resolvidos com determinação, profissionalismo, confiança e optimismo.
|
Ranking e critérios de classificação do jornal O PÚBLICO (8 disciplinas) |
Média |
Ordem no Ranking |
Nº de Provas |
Dif. class. int. e Nota de Exame |
Desvio Padrão |
Nota Máxima |
Nota mínima |
|||||||||||||||||
|
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
CEF |
CSM |
ESO |
||||
|
MATEMÁTICA 435 |
9,8 |
9,5 |
8,0 |
60 |
71 |
207 |
145 |
73 |
129 |
-2,11 |
-1,98 |
-3,25 |
4,48 |
3,86 |
4,54 |
19,2 |
16,6 |
18,5 |
1,7 |
0,8 |
0,5 |
|||
|
PORTUGUÊS A 138 |
11,9 |
11,7 |
11,8 |
113 |
-- |
129 |
21 |
9 |
22 |
-0,70 |
-0,29 |
-1,69 |
2,96 |
1,76 |
4,48 |
17,5 |
15,5 |
18,0 |
8,5 |
10,3 |
2,7 |
|||
|
PORTUGUÊS B 139 |
11,6 |
10,0 |
12,9 |
218 |
441 |
69 |
172 |
124 |
142 |
-0,89 |
-1,80 |
-0,24 |
3,65 |
3,64 |
3,14 |
18,8 |
18,5 |
18,7 |
1,6 |
2,1 |
3,5 |
|||
|
BIOLOGIA 102 |
11,0 |
10,3 |
10,9 |
121 |
198 |
138 |
82 |
53 |
78 |
-1,52 |
-2,87 |
-1,68 |
3,70 |
4,01 |
4,02 |
17,5 |
17,0 |
19,0 |
3,6 |
3,1 |
3,4 |
|||
|
FÍSICA 115 |
14,2 |
11,2 |
12,2 |
41 |
167 |
117 |
40 |
25 |
26 |
-0,86 |
-1,64 |
-0,98 |
3,19 |
3,82 |
5,20 |
19,3 |
17,5 |
18,6 |
5,1 |
5,3 |
2,0 |
|||
|
QUÍMICA 142 |
12,0 |
10,5 |
10,4 |
146 |
280 |
292 |
109 |
59 |
90 |
-0,86 |
-1,94 |
-2,14 |
3,66 |
4,38 |
4,11 |
20,0 |
19,1 |
19,2 |
5,9 |
1,8 |
0,0 |
|||
|
HISTÓRIA 123 |
11,9 |
11,2 |
13,9 |
108 |
-- |
19 |
23 |
6 |
19 |
-0,67 |
-0,43 |
-0,34 |
3,31 |
3,27 |
3,86 |
17,5 |
16,6 |
18,9 |
5,0 |
6,8 |
7,5 |
|||
|
PSICOLOGIA 140 |
11,7 |
13,2 |
11,5 |
252 |
77 |
264 |
90 |
51 |
98 |
-1,05 |
-0,41 |
-1,92 |
3,85 |
3,35 |
4,13 |
19,1 |
19,7 |
19,4 |
3,5 |
6,7 |
3,3 |
|||
|
AS 8 DISCIPLINAS |
11,4 |
10,6 |
11,0 |
102 |
215 |
158 |
682 |
400 |
604 |
-1,12 |
-1,75 |
-1,71 |
O semanário Expresso classifica o CEF no 62º lugar do ranking nacional! |
|||||||||||
|
Ana Filipa Rosário - 12º A |
Nunca é demais saber!
|
Ana Filipa Gaspar - 12º H |
|
Vânia Antunes Rodrigues - 12º A |
Vanessa Dâmaso Ferreira - 12º H |
|
|
Eduarda Gaspar Crespo - 12º B |
Ana Filipa Mota - 12º I |
|
|
Verónica Sousa Martins - 12º B |
Joana Filipa Santos - 12º I |
|
Joana Margarida Rosa - 12º D |
Cristina Neves Fonseca - 12º D |
Mara Patrícia Marcelino - 12º E |
Andreia Cruz Correia - 12º G |
Diana Reis Santios - 12º I |
Estes testemunhos foram escritos para este número do InforCEF por três ex-alunas do CEF que entraram este ano no Ensino Superior
|
Joana Rosa |
Estefânia Reis |
Ana Filipa |
Dia 16 de Setembro de 2005. Meia-noite. Saem as colocações da primeira fase do concurso ao ensino nacional. Lágrimas e sorrisos, ilusões desfeitas e sonhos concretizados… Fomos empurrados para um caminho que tentámos escolher, para um caminho que nos conduzirá ao nosso futuro… E nesse dia, a perspectiva que se mostrava próxima, de uma qualquer universidade à nossa espera, concretizou-se bruscamente à nossa frente. Mudámos de casa, de vida, fizemos novos amigos e entrámos numa adaptação lenta e, por vezes, dolorosa ao processo de crescimento inerente à própria realidade… Deixámos para trás o CEF, que foi, por assim dizer, a nossa casa durante tantos anos… Professores, amigos de sempre, ficam um pouco mais longe, um pouco mais distantes… Mas a vida em Lisboa é agradável, apesar de atribulada… Há sempre o jantar para fazer, a casa para arrumar, matérias para estudar… Mas, mesmo assim, a experiência está a ser positiva, apesar de por vezes factores como o cansaço e as saudades de casa serem mais fortes que nós… No Técnico, ao contrário do que ouvia dizer, as pessoas são simpáticas, apesar de terem sempre trabalhos para preparar, testes para fazer e dúvidas para tirar. As aulas correm a um ritmo alucinante, mas os veteranos são uma ajuda preciosa… São os nossos padrinhos que tomam conta de nós e nos mostram as outras cores daquela escola que por vezes é tão cinzenta… ««« »»» |
A Universidade Lusófona é uma escola com muito boas condições e grande prestigio… Grande. Muitos alunos. Mas há um espírito bom entre todos. Os veteranos são 5 estrelas e temos um grande acompanhamento por parte dos professores. As aulas não são muito duras, mas há muito trabalho de casa que tem que ser feito e o tempo nunca dá para tudo… Mas, com esforço e dedicação, tudo se alcança, e quando se gosta do que se faz tudo fica mais fácil. ««« »»» |
É uma escola belíssima, com veteranos fantásticos: És a nossa fé, olé! ESTeSL, olé! É o espírito das praxes que ficou. A semana de praxes foi fantástica descobrimos pessoas espectaculares e pudemos fazer aquilo que jamais faríamos (rebolar, comer sem talheres…). Agora, as coisas vão-se complicando, frequências, trabalhos e mais trabalhos, mas tudo feito com desejo de vencer esta nova etapa. Enfim, mudam-se os tempos, as vontades e, com isto, crescemos e alargamos os nossos horizontes. |
A
autora do poema, aqui interpretando o papel de “Frade” na peça de teatro Frei
Luís de Sousa (Cenourém, 2004)
José Manuel Pinheiro Lopes, Encarregado de Educação
Longe vão os tempos em que o papel da Escola se resumia à árdua tarefa de ler,
escrever e contar. Numa palavra: instruir!
Longe vão os tempos em que o padre, o médico e a professora eram as pessoas
instruídas da aldeia e por quem toda a gente tinha respeito e a quem devia
obediência.
Hoje, o papel da Escola não é mais só o de instruir, mas, acima de tudo, a
obrigação de EDUCAR.
É na Escola que os nossos filhos aprendem a SER, ESTAR e AGIR.
É na Escola que se aprendem valores como Solidariedade, Ajuda, Partilha,
Respeito pelos outros e pela Vida, Verdade, Tolerância, Justiça, Liberdade,
Democracia, Paz e Dignidade humana.
Actualmente, não basta saber; é necessário aprender a conhecer, aprender a
fazer, aprender a viver e aprender a ser pessoa.
Cada vez mais, a Escola é chamada a resolver problemas sociais, de relação, de
inserção, de integração, de ensino de alunos de outras línguas maternas, de
outros países e outras mentalidades.
Ao mesmo tempo que tudo isto se desenvolve e evolui, exige-se também que a
Escola ensine o Rigor, a Exigência, o Esforço e as Competências disciplinares
sem o que não pode haver aprendizagem, selecção e evolução, quer individual,
quer do sistema.
Os pais não podem, obviamente, demitir-se do seu papel de primeiros educadores e
entregar os filhos à Escola, aos empregados ou aos avós. A ligação estreita
entre os professores dos nossos filhos e nós é essencial para uma correcta
educação e formação destes, pois na diversidade de solicitações quotidianas a
que os adolescentes são sujeitos, tem de haver uma linha fundamental e
coordenada de actuação, que sirva de referência para a sua maturação.
Os jovens estão na Escola desde as 9 até às 17 horas. Corresponde a uma jornada
de trabalho de alguns adultos. Têm ainda actividades ligadas ao estudo ou
formação. Embora se trate de um longo período diário, não podemos pretender que
toda a sua formação seja responsabilidade da Escola.
A colaboração e presença dos pais, as suas sugestões – sem querer mandar nos
professores e com a humildade de reconhecer que estes são profissionais e sabem
mais de ensino de olhos fechados do que quem os critica – a sua preocupação com
a evolução dos seus filhos, com a forma como passam os tempos livres e os furos,
quem são os seus colegas, que actividades desenvolvem em grupo, tem de ser
levada a sério.
Para não haver desgostos muito grandes!
Trabalho realizado pelo 6º E nas aulas de Língua Portuguesa, após o estudo do texto “Os Dez Mandamentos do Bom Aluno”, de Alfredo Cabral, sob a orientação de Teresa Félix
O bom Encarregado de Educação
1. Acompanha sempre a vida escolar do seu
educando.
2. Tenta saber como foi o dia do seu educando.
3. Educa e ensina.
4. Nunca diz “não és capaz!”
5. Tem sempre tempo disponível para o seu educando.
6. Respeita, tal como é respeitado.
7. Incentiva o seu educando a melhorar.
8. Ensina o seu educando a ser bom cidadão.
9. Aceita as falhas do seu educando
e ajuda-o a corrigi-las.
10. É aberto e sincero!